Embora sejam países de populações majoritariamente cristãs, Argentina e Uruguai possuem bandeiras inspiradas nas antigas práticas pagãs do culto ao sol.
Não é correto afirmar que um país é cristão pelo fato de ter a maioria de sua população declaradamente cristã. O mesmo vale para qualquer religião. Na verdade, não há mais países cristãos de fato. No caso de Argentina e Uruguai, a simbologia de suas bandeiras expressa o caráter pagão que começa a ter força na Europa já no Renascimento e se estabelece definitivamente a partir do século XIX. Nem nas leis, nem na simbologia, tampouco nas relações internacionais, existem mais princípios cristãos nos países de "maioria populacional cristã": o chamado mundo Ocidental e suas ramificações (ou esferas de influência, como a América Latina, por exemplo), estão dominados por visões ideológicas materialistas e pelo velho paganismo pré-cristão. Em qualquer livro de história da América, inclusive de 6° ano do ensino fundamental, é possível aprender sobre o culto ao sol na América pré-colombiana. O culto ao sol é bem antigo na humanidade, e em todas as civilizações este culto pode ser encontrado com facilidade. Na América, podemos ver como os exemplos mais relevantes, o culto solar da civilização inca e também o culto asteca. Este link é bem explicativo: A história do Inti Raymi .
Bandeira da Argentina:
Bandeira do Uruguai:
Vejamos:
Não se tratam de bandeiras que apenas usam o sol por simples motivos simbólicos naturais (apenas representado as belezas naturais ou algo similar), ou dentro de uma perspectiva cristã. Nos casos destes dois países, o que vemos é uma simbologia pagã e renascentista.
Uma bandeira representa sempre "algo maior", seja de uma instituição, um partido, um clube e de futebol, um grupo religioso ou um país. Cada cor, cada linha, cada traço, brasão ou ser vivo desenhado, tem um significado. Não é diferente nessas bandeiras. Para se compreender uma sociedade, é importante compreender seus símbolos.
Não, a América não é cristã.