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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O Liberalismo e o paganismo greco-romano


Para Santo Agostinho, existem duas grandes cidades: a de Deus e a dos homens. Quero falar um pouco sobre a segunda cidade acima citada. 

A Cidade dos Homens, é a cidade aonde o ser humano é posto no centro de tudo. É a idolatria ao ser humano e o desprezo às coisas de Deus. 
É exatamente o que prega o liberalismo: o ser humano como o centro de tudo.  
Desde a antiguidade, essa visão de mundo já existia. Com o tempo, foi se aperfeiçoando. 

O "culto ao Estado laico" é um dos dois pilares do pensamentos liberal (um outro é o culto ao dinheiro), que, desprezando Deus, dá espaço para qualquer outra visão de mundo se infiltrar na sociedade. Assim, muitas vezes, essas visões acabam tomando conta das mentes e terminam por destruir o próprio Liberalismo. É óbvio: se uma sociedade deve abandonar a Deus, com a desculpa de que só em um Estado laico pode haver liberdade, então porquê não se pode abandonar o próprio Liberalismo, que é relativista? Se existe socialismo, fascismo e outros "ismos", é porque antes existiu o Liberalismo. Sem ele, estes outros "ismos" não teriam nascido. É verdade que, no decorrer da história sempre houveram sociedades mais individualistas e outras mais coletivistas; umas mais tolerantes aos estrangeiros e a diversidade e outras mais fechadas em si mesmas, mas, projetos de sociedades feitas como se fossem produtos fabricados em indústrias, só foram possíveis após a mentalidade liberal ter sido estabelecida entre nações mundo afora. É a Cidade dos Homens em sua forma mais real: envolta em vaidades e pronta para as divisões. 

Não gosto do liberalismo, mas entendo que o liberalismo gera mais riqueza do que qualquer forma de socialismo. Só que não nego que gera injustiças terríveis, também. Sei que socialismo não é sinônimo de marxismo e que pode sim dar relativamente certo em termos de desenvolvimento social e estabilidade política algumas de suas vertentes, mas também desprezo o estatismo exagerado e o igualmente exagerado igualitarismo socialista. Não dá pra dizer, por exemplo, que a Iugoslávia socialista fracassou enquanto existiu, principalmente se formos comparar com o que se tornou o Brasil, por exemplo. Obviamente não sou admirador do extinto regime iugoslavo (até porquê, no final das contas, a Iugoslávia acabou, fracassou). Da mesma forma que eu não defendo o liberalismo, eu não defendo os socialismos. Já o nacionalismo, que pode ser liberal ou socialista, tem origens liberais, e há nessa visão política uma certa idolatria. Não sou nacionalista. Já o patriotismo, como uma forma de cuidado social, pode ser algo bom. 

É incrível perceber que criticar e rejeitar a visão da "democracia liberal"  é praticamente um crime dentro da chamada "grande mídia", como se só fosse possível existir democracia no liberalismo e/ou na social-democracia. Seus defensores, aos serem questionados, chegam a ficar histéricos. Mas isso não me espanta, pois, quem já estudou um pouco de história, sabe como o liberalismo se tornou o "padrão de visão social correta": na base da violência. Se os liberais de hoje em dia não são violentos como os de antigamente, é porquê eles já são os "donos do sistema". Eles não precisam mais queimar igrejas ou abolir títulos de nobreza (bom, os liberais ingleses conseguiram maquiar as coisas, mas aquilo não é admirável, pra mim), pois as ideias liberais são o padrão atual de quase tudo que é chamado de bom em termos políticos. Não, eu não ignoro a força dos marxistas na mídia, mas aí entramos em outro tema. De qualquer modo, não há um abismo entre um liberal e um socialista. Eles se odeiam, mas raramente brigam de fato (guerra). Os liberais fingem que tudo vai melhorar, enquanto os comunistas/socialistas juram que só haverá paz e bem quando eles dominarem tudo. Os fascistas e afins vivem em um mundo paralelo de um paganismo gigantesco, dando murros em ponta de faca e sendo sempre derrotadas no final. Misturam antiguidade com futurismo e fracassam sempre. E o pior é que muitos deles juram estar ao lado do cristianismo. Estão errados. Não sou obrigado a escolher um lado. 

Na verdade, tanto o liberalismo quanto os "socialismos" podem dar certo ou não (segundo certos padrões humanistas de desenvolvimento), dependendo da sociedade e do contexto histórico. Só a Terceira Posição Política com suas vertentes e tudo que é voltado ao marxismo é que sempre fracassa, cedo ou tarde. 
No final das contas, o liberalismo se apresenta, na verdade, como algo provisório, uma transição para o velho paganismo romano em uma versão provisoriamente laica. Quando uma visão religiosa se enfraquece em uma sociedade, outras visões irão tomar este espaço. É algo difícil de explicar para um laicista.

 As simbologias das revoluções liberais são sempre baseadas no velho mundo greco-romano. Qual arquitetura foi a base das construções de Estado nos EUA? qual simbologia é usada em quase tudo o que é oficial na estrutura de Estado dos EUA? Acaso a organização mais influente na construção dos EUA como país não foi a Maçonaria? E na França? Sim, a simbologia pagã predomina na República Francesa (Napoleão que o diga). Em relação à valores, não há muitas diferenças, também.  O mundo liberal-moderno nada mais é do que uma versão atualizada do velho mundo greco-romano pagão, com algumas influências de outras velhas civilizações, como da egípcia, e sem a escravidão explícita. Agora,estamos em um contexto pós -moderno, aonde o hedonismo e o relativismo ganham cada vez mais força. A consequência lógica é a dissolução social. E, como não existe vazio de poder e ausência total de ordem, já era de se esperar que o liberalismo fosse entrar em algo análogo a uma crise existencial.

Pra mim, isso é claro como a luz do dia e às vezes é tedioso ter que explicar isso para liberais em geral. Só explico com parcimônia e alegria, para os leigos e para os estudantes, geralmente mais jovens. O liberal médio é um neopagão que pensa ser isento de "visões arcaicas". 



sábado, 1 de novembro de 2025

A origem pagã das bandeiras da Argentina e do Uruguai


Embora sejam países de populações majoritariamente cristãs, Argentina e Uruguai possuem bandeiras inspiradas nas antigas práticas pagãs do culto ao sol. 
Não é correto afirmar que um país é cristão pelo fato de ter a maioria de sua população declaradamente cristã. O mesmo vale para qualquer religião. Na verdade, não há mais países cristãos de fato. No caso de Argentina e Uruguai, a simbologia de suas bandeiras expressa o caráter pagão que começa a ter força na Europa já no Renascimento e se estabelece definitivamente a partir do século XIX. Nem nas leis, nem na simbologia, tampouco nas relações internacionais, existem mais princípios cristãos nos países de "maioria populacional cristã": o chamado mundo Ocidental e suas ramificações (ou esferas de influência, como a América Latina, por exemplo), estão dominados por visões ideológicas materialistas e pelo velho paganismo pré-cristão. Em qualquer livro de história da América, inclusive de 6° ano do ensino fundamental, é possível aprender sobre o culto ao sol na América pré-colombiana. O culto ao sol é bem antigo na humanidade, e em todas as civilizações este culto pode ser encontrado com facilidade. Na América, podemos ver como os exemplos mais relevantes, o culto solar da civilização inca e também o culto asteca. Este link é bem explicativo: A história do Inti Raymi .

Bandeira da Argentina:


Bandeira do Uruguai:
Vejamos: 
*imagem: Geopizza

Não se tratam de bandeiras que apenas usam o sol por simples motivos simbólicos naturais (apenas representado as belezas naturais ou algo similar), ou dentro de uma perspectiva cristã. Nos casos destes dois países, o que vemos é uma simbologia pagã e renascentista. 
Uma bandeira representa sempre "algo maior", seja de uma instituição, um partido, um clube e de futebol, um grupo religioso ou um país. Cada cor, cada linha, cada traço, brasão ou ser vivo desenhado, tem um significado. Não é diferente nessas bandeiras. Para se compreender uma sociedade, é importante compreender seus símbolos.

Não, a América não é cristã. 



sábado, 8 de outubro de 2022

Red Bull, o culto ao touro e o paganismo egípcio

"25.Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!" Romanos 1,25

Hora de falar sobre o antigo culto ao touro e a estranha coincidência entre a famosa empresa de energéticos e esportes e o culto pagão egípcio ao "touro de Ápis".


Primeiramente, é preciso conhecer o culto pagão. Quem gosta de história ou ao menos conhece um pouco sobre o Velho Testamento, sabe que o Egito foi por muito tempo um dos principais império da Antiguidade. A civlização egípcia e seus valores, mesmo após seu declínio, continuou tendo grande importância na história e até hoje serve de inspiração para muitos grupos religiosos e culturais, e influencia até mesmo governos. Só para ilustrar, dois exemplos: 


Sede da AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz) em Curitiba. Está claro qual é a fonte inspiradora de quase todas as "escolas místicas": o Egito Antigo.

E sobre governos... esta reportagem fala sobre toda cerimônia que aconteceu  novo museu egípcio . Ora, em todo mundo civilizado se guarda o patrimônio histórico com fins didáticos, turísticos, antropológicos, etc. Mas é realmente estranho o fato de ter sido feita uma cerimônia repleta de simbolismo e com direito até orquestra e gastos astronômicos em pleno Egito moderno, cuja população é majoritariamente islâmica e ainda possui uma significativa e tradicionalíssima comunidade cristã. Este evento merece um artigo a parte, mas eu resolvi dar este exemplo para chegar no tema central deste meu texto: as estranhas coincidências entre o velho culto egípcio e a Red Bull. 
Como uma pessoa ligada as ciências humanas e as artes (sou músico), penso ser pertinente dizer que "nada se cria, tudo se copia", mas que, em muitos casos, muitos "símbolos universais" são transformados, ou simplesmente usados por diferentes culturas e/ou religiões muitas sem intenção de copiar. É mais ou menos como quando uma banda de rock faz uma melodia semelhante a algum trecho de alguma música de um outro artistas sem ter a intensão de copiar. Acontece, ué. 
Mas neste caso, não parece ser apenas uma coincidência. 
Primeiro, vamos ver duas simples imagens para depois vermos uma análise mais aprofundada. 


Qualquer desavisado dirá: "Pare de caçar pêlos em ovos, isso é papo de teórico da conspiração". 
Pois bem, vamos então descobrir o que curiosamente une tudo isso? 

Vamos por ordem cronológica. Primeiramente, é preciso ler o básico sobre o "culto ao touro". 
Agora, vamos saber qual é a inspiração da moderna e famosa multinacional dos esportes e dos energéticos. Red Bull logo - significado. Os demais links do texto eu recomendo ver só depois de terminar de ler este meu artigo.
Existem muitas outras fontes, é claro. A partir daqui, você poderá buscar mais fontes e tirar suas conclusões. 

Quem estuda simbolismo e religião e leu o texto sobre o culto ao touro, já deve ter entendido as referências, mas eu vou colocar alguns pontos no mínimo curiosos. Não irei detalhar muitas coisas. Apenas ligue alguns pontos, já será suficiente. 
No velho culto pagão, há um extenso simbolismo, mas mantenha-se concentrado nos principais pontos, que deixam tudo mais fácil para se compreender, já que são pontos em comum com a multinacional que fogem (e muito) da mera coincidência:

O culto a força, a energia, fertilidade e ao sol, que estão claramente representados na merca e que logicamente tem inspiração egípcia. Várias empresas, sobretudo ligadas aos esportes, possuem fontes iniciáticas (maçônicas, rosacrucianas, teosóficas, etc). Podemos ver na Red Bull o culto idólatra ao touro, ao sol, a idolatria do "bios", tão comum aos romanos, gregos e egípcios. As civilizações mais antigas, da Mesopotâmia e do Egito influenciaram muito os gregos, que são os "pais" dos romanos. Este culto idolátrico das energias vitais, da natureza, dos esportes, dos jogos olímpicos, da transformação do futebol (dando o exemplo do maior esporte) em uma verdadeira religião, está muito longe de um visão cristã do que é o esporte. Pra ser mais justo, digo que está longe também da visão monoteísta de mundo (islâmica, judaica, etc.), não só da visão cristã.

Até aonde vai uma coincidência? 

Você sabe qual foi a data oficial do nascimento do novo clube de futebol da Red Bull no Brasil, que surgiu da aliança entre a empresa Red Bull e o clube do Bragantino, em SP? Dia 23/04/2019. Aí você pensa: e daí? Aí eu respondo: bom, esta data está dentro do período que, segundo a astrologia, é regido pelo signo de touro. Veja a notícia: Red Bull Bragantino
Signo de touro: entre 21/04 e 20/05. Coincidência? 

Um pouco mais sobre o tema mundo afora:


Touro de Wall Street : Nova Iorque, EUA


Acredita-se que tocar nos testículos do Touro de Wall Street é algo benéfico e que traz sorte, dá força, etc. Mas estamos falando do Antigo Egito pagão ou dos EUA, um país cuja maioria da população é declaradamemte cristã? Tanto no Egito moderno, quanto nos EUA, que são países de populações monoteístas,o paganismo cresce a cada dia mais.

2021 é o ano do Boi no horóscopo chinês: 



Já vistes o "touro de Xangai?" 

https://www.istockphoto.com/br/foto/xangai-carregamento-touro-est%C3%A1tua-gm512692920-87267211

O que se diz é que os chineses o criaram como um modo de provocar a elite financeira dos EUA. Vai saber...

O culto aos animais é algo muito antigo e presente na história humana, e atualmente ganha cada vez mais força. Dia após dia, vemos símbolos cristãos sendo deixados de lado, dando lugar a velhos símbolos pagãos, que voltam com uma nova "roupagem", com nomes de "marketing", bonitos, chamativos, emocionalmente atraentes. Engana-se quem pensa que apenas na Índia, cuja maioria da população é pagã, que se cultua animais. Não é de uma hora pra outra que uma sociedade muda totalmente. Muitas mudanças são lentas e graduais, e só os mais atentos conseguem ver como o trem da história vai mudando o seu caminho. 

Grandes empresas, centros de mídia, associações esportivas e até mesmo governos, estão na maioria das vezes trabalhando, de forma voluntária ou não, em um projeto maior de sociedade, de civilização. Enfim, estão culturalmente inseridos em um contexto pagão de modo de viver. Depois de anos estudando, fica bem mais fácil perceber que nem tudo o que reluz é ouro, e que nem tudo (ou quase nada...) é coincidência. 

Muitas das bases da atual civilização ocidental estão na Renascença, uma época de busca do resgate de valores pré cristãos, pagãos, que estão na Antiguidade, tanto da Roma pagã, quanto da Grécia ou no Antigo Egito.
 Principalmente a partir do Século XX, sociedades místicas gnósticas e pagãs se tornaram muito mais relevantes do que é dito na grande mídia e até mesmo nos meios acadêmicos. A Nova Ordem Mundial ocidental é profundamente influenciada pelo gnosticismo e também pelo velho paganismo dos antigos povos pré-cristãos.  Não vivemos em uma sociedade cristã. Vivemos em uma sociedade pagã, e eu não tenho dúvida alguma em relação a isto. Valores, simbolismos, aspectos culturais, morais, etc, tudo cada vez mais paganizado. 

Se você gostou das informações que coloquei aqui e deseja se basear no texto para divulgar algo, por favor, dê os devidos créditos, coloque o link do blogue. Não viso o lucro, apenas prezo pela honestidade. Eu sempre coloco minhas fontes aqui.

Concluindo...
É claro que meu objetivo não é caluniar e nem desrespeitar ninguém e muito menos ganhar dinheiro, pois meu blogue nem é "monetizado". 
Também seria burrice ver paganismo em qualquer logotipo, símbolo ou nome de cidade. Mas alguns casos (ou muitos...) merecem uma atenção maior. O que coloco aqui tem uma visão cristã, católica. Não é pecado utilizar imagens animais como símbolo de força, coragem, alegria, beleza, etc. No Templo de Salomão havia esculturas de bois, de querubins, etc. A simbologia cristã está repleta de bandeiras com animais, árvores e símbolos naturais. 
O problema começa quando se coloca a criatura no lugar do criador. Uma pessoa não está fazendo algo errado quando coloca um touro ou um leão no logotipo de sua empresa, de sua associação cultural ou clube de futebol, mas deve-se tomar cuidado para não tomar um caminho equivocado. Não foi Deus quem criou os animais? Sim, foi Ele. Não foi um maçom que fez o bode. Foi Deus. Então, que saibamos diferenciar o que é correto do que é errado.
Não dá pra negar a realidade, existe um "submundo oculto", aonde coisas acontecem e o povo não fica sabendo. Fiquemos atentos e não sejamos idólatras. 

 



História - república brasileira

Uma aula sobre a Proclamação da República do Brasil - Cláudio Zaidan. Não o admiro e não concordo com as posições dele, mas considero este á...