Em relação à forma de governo, eu prefiro a monarquia. Isso não quer dizer que eu seja contra a ideia de república ou que eu seja um fanático monarquista. Apenas quer dizer que eu prefiro a monarquia. Uma república pode ser boa, assim como uma monarquia pode ser péssima. Isso é bem óbvio em minha mente.
Quando penso em princípios para se viver em sociedade, eu penso na Doutrina Social da Igreja Católica. E não é só porque eu sou católico: a DSI (Doutrina Social da Igreja) rejeita a dicotomia direita X esquerda e busca o equilíbrio social sem apegos ideológicos. Os esquerdistas em geral me chamam de conservador, direitista ou algo do tipo. Os extremistas de esquerda, na maioria das vezes um bando de idiotas comunistas, sempre irão chamar qualquer que discorde deles, de fascista ou "extrema-direita", ainda que a pessoa ofendida seja apenas uma velhinha religiosa que não defende abortos.
Eu não dou a mínima aos fanáticos. Os direitistas neocons, que são uns iludidos, me chamam de esquerdista. Também não ligo. Outros me chamam de "isentão". Outra bobajada. Maniqueísmo político é algo muito raso.
Embora, de algum modo, não seja errado que eu seja classificado pelos atuais padrões de classificação de posição política como algum tipo de conservador ou tradicionalista por ser cristão, (qualquer um que não seja de esquerda hoje em dia já é taxado de conservador...), eu rejeito parte das posições pretensamente conservadoras e não confio em certas visões de mundo chamadas de "tradicionalistas". Também não considero justo me classificar como "centrista" , pois o mundo das ideias não é limitado por uma visão moderna da realidade social humana.
De qualquer modo, não ligo de ser classificado como isto ou aquilo, como tradicionalista, centrista, conservador ou esquerdista (também sou avesso ao liberalismo e critico o capitalismo em geral).
Os fanáticos pelo capitalismo me consideram esquerdista por eu desprezar o liberalismo. Sim, eu desprezo o liberalismo e as terríveis injustiças do mesmo, o que quer dizer que até concordo com parte da crítica que os comunistas fazem em relação ao liberalismo. Mas não foram eles os primeiros a criticarem o liberalismo. A Igreja sempre o condenou, por exemplo.
Em relação às chamadas ideologias de Terceira Posição Política (nazismo, fascismo e semelhantes), a minha aversão é igual e os motivos são óbvios: há um modernismo intrínseco que gera muitas contradições na Terceira Posição. Se não simpatizo com a visão de mundo liberal ou socialista, é óbvio que eu não poderia aderir ao ultranacionalismo sem ser hipócrita.
A humanidade não nasceu no mundo moderno pós 1453, nem na famigerada Revolução Francesa. Antes disso, já havia política, havia Estado mínimo, Estado grande e forte, já tinha extremistas, haviam ponderados e moderados e, sem sombra de dúvidas, a melhores mentes da humanidade nasceram antes da modernidade. Eu poderia encerrar dizendo que a minha visão política é pré-iluminista, o que não significa que sou "anti-tecnologia".
Sou monarquista por acreditar que a monarquia é superior aos outros meios de governo e organizações de poder. Não apóio o movimento monarquista brasileiro. Primeiro por terem virado linha auxiliar dos neocons, e em segundo por ver uma família imperial covardona e alheia ao povão, em um país decadente.
Para além disso tudo, sou adepto de uma visão regionalista. Eu penso que a civilização é superior as convenções estatais modernas, por isso penso que se o Brasil colapsar, é importante ter um senso de regionalismo forte. Não sou militante separatista, apenas considero esta possibilidade em caso de colapso nacional. E eu me vejo primeiro como paulista, e só depois como brasileiro. É direito meu e eu sou sincero! Isso não significa que odeio o Brasil. Estudei demais nessa vida pra entender o que é este país hoje. Sou cético em relação a países gigantescos. Se pararmos pra pensar, o Império Romano em seu auge era gigante, e mesmo assim caberia dentro do Brasil, e sua população pouco espaço ocuparia neste território gigantesco. Então, é meio que loucura alimentar utopias em torno de países como o Brasil, Rússia ou EUA. Desses gigantes, o único que penso que pode se manter com algumas qualidades, (ruim com eles, pior sem eles), é o país mais odiado do Ocidente: EUA. Mas eu não sou americanista.
Santo Agostinho mudou minha visão de sociedade quando li "A Cidade de Deus". Depois, tudo foi ficando mais claro pra mim. A cidade dos homens é este mundo de ideologias e de guerras entre povos.
Resumindo:
Sou monarquista, simpático ao Ancient Régime. Culturalmente, me vejo primeiramente como paulista, de coração ligado à Paulistânia, por ser daqui pela vontade de Deus. Não odeio ninguém que discorda de mim e gostaria de conviver em paz com todos.
Então, é isso. 👍🏻