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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O que é neoimperialismo?

https://de.m.wikipedia.org/wiki/Datei:Us-uk.svg

Texto original postado no começo do blogue, mas com data atualizada por conta da correção de erros de digitação.

É  muito comum o termo imperialismo ser usado por opositores e analistas do projeto de poder global do eixo Londres-Washington. Eu não sou um defensor do uso deste termo, pois este projeto de poder não se encaixa em um projeto típico de império. O que existe é um projeto de poder que eu prefiro chamar de neoimperialismo. Vou explicar porque. 
Desde o surgimento dos primeiros impérios, desde a Mesopotâmia até o Egito, nas primeiras civilizações, passando pela antiguidade clássica de impérios como os de Roma e da Pérsia, até chegarmos na modernidade, com os impérios europeus mercantilistas, como os impérios da Espanha e a primeira fase do Império Britânico, sempre foi possível identificar alguns traços em comum entre estes diferentes impérios. Suas estruturas não se resumiam em forte poderio econômico e imposição militar. Embora estejamos falando de períodos distintos e de civilizações diferentes e regiões diversas, todo grande império da história possuía objetivos que iam bem além de projetos de expansão territorial e de enriquecimento.
 Quando um império se impõe sobre diversos povos em uma extensão territorial enorme (por definição, impérios ocupam vastas regiões), acontece também um grande intercâmbio cultural, linguístico e religioso, além é claro, de um grande impacto econômico e de circulação de pessoas. Babilônia, Egito e Roma são grandes exemplos. Os Babilônicos espalharam sua religião, sua cultura, seus conhecimentos arquitetônicos de seus projetos de enormes e fortificada cidades, sua linguagem semita influenciou diversos povos. A mesma coisa ocorreu com o Egito, que foi um império muito mais duradouro do que o Babilônico e que certamente ficará na história como um dos maiores e mais relevantes que o mundo já viu. Até hoje em dia a antiga civilização egípcia impressiona e seduz leigos, e especialistas do mundo todo. Ainda há muito o que se estudar e descobrir acerda do Egito Antigo. E o que dizer de Roma? 
A grandeza e a influência romana foram tão grandes que até hoje, o direito e a política romana são bases da já decadente atual civilização ocidental. Isso sem falar nas questões militares e religiosas, pois o cristianismo se expandiu através da formidável estrutural romana. Aliás, se estou digitando este texto em português, é porque o Latim reinou por mais de 1000 anos como língua mãe de milhões de pessoas na Europa e adjacências. Grandioso, realmente. 
Portugueses e espanhóis desbravaram a América e civilizaram o continente, cujas nações mais poderosas, apesar de complexamente organizadas, ainda estavam na fase dos terríveis sacrifícios humanos. Apesar dos abusos cometidos pelos ibéricos no continente americano, principalmente por causa da terrível escravidão,é inegável que o processo colonial foi algo positivo no geral, é só os mais ignorantes ou ideologizados negam isto. 
Em todos os impérios que citei aqui, outra coisa muito relevante aconteceu, também: os povos colonizadores, obviamente imigraram, ocuparam territórios colonizados, espalharam seus genes, se misturaram, mestiçaram, criaram algo novo, às vezes de modo injusto, às vezes de modo correto, mas em todos os casos, o novo surgiu, tradições foram mantidas, outras, destruídas e a humanidade seguiu sua caminhada. Desde cedo, aprendemos sobre os grandes império das história.

 Mas algo mudou a partir do Século XIX. Os velhos impérios mudaram, muitos caíram desde então e o termo colonialismo deu lugar a um novo termo: o neocolonialismo. Tema de matéria de Ensino Médio, a maioria das pessoas deveria entender o básico a respeito do tema, mas dada a péssima situação educacional do Brasil, a palavra neocolonialismo causa certa confusão, mas eu considero algo simples de se explicar, pois há um pilar central no neocolonialismo, que se chama capitalismo. A Segunda Revolução Industrial (meados de 1850 até1945) possui grande relevância aí.

https://brasilescola.uol.com.br/historiag/neocolonialismo.htm

A Conferência de Berlim foi uma tragédia para a humanidade.

Ainda que eu não queira ideologizar ou demonizar a palavra capitalismo, é fato histórico que a grande base da expansão neocolonial foi a fé mamonista no lucro. Quando uma potência buscava uma colônia, não buscava mais com múltiplos interesses, buscava apenas com o objetivo de obter o máximo lucro possível para suas elites e de muitos modos, suas estruturas de Estado e nada mais. Foi aí que o Império Britânico se tornou o maior império da Era Moderna. Você não vê na África ou na Ásia milhões e milhões de descendentes de ingleses. Você não vê no Congo milhões de descendentes de belgas, e não vê nas Filipinas milhões de descendentes de estadunidenses. Você já leu sobre o que os militares dos EUA fizeram nas Filipinas e sobre o genocídio filipino? Não há quase nada disponível em português acerca do que o neoimperialismo dos EUA nas Filipinas fez:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Filipino-Americana

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio_filipino#:~:text=O%20genoc%C3%ADdio%20filipino%20ocorreu%20como,de%20mais%20de%2010%25%20da

Existem muitos outros exemplos de genocídio da parte dos governos de Washington, tanto de governantes do Partido Democrata, quanto do Partido Republicano...

Desde o século XIX até hoje, você só verá um histórico de exploração econômica e ambiental. 

Este resumo é uma ótima opção para começar a entender a questão: 

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/9-genocidios-generalizados-praticados-por-governos-autoritarios.phtml

Não é possível ver nestes países africanos ou asiáticos, desde o século XIX igrejas bem estruturadas, com uma sólida tradição religiosa, como no caso da América, com ricas culturas. O que há nas Filipinas, por exemplo, é herança espanhola ou consequência da mesma herança. Os velhos impérios e os primeiros impérios coloniais eram de fato impérios clássicos, com seus defeitos e qualidades. Os neoimpérios são bem diferentes e nada deixam nada de bom em suas neocolônias. O Império Britânico escravizou a Índia através da exploração capitalista e ferrou a China com as guerras do ópio. O que os britânicos fizeram na África é de causar revolta em qualquer um. Darwinismo social, racismo, eugenia...
 As trocas culturais e populacionais foram insignificantes. Alemães e belgas também destroçaram a África subsaariana. Franceses só fizeram besteira por lá, também. Os EUA chegaram depois na "brincadeira", mas não foram diferentes: Cuba deixou de ser colônia espanhola para ser o prostíbulo do Caribe (e ironicamente terminou aderindo ao socialismo marxista), as Filipinas espanholas foram massacradas pelos EUA, com um resultado de mais de 1 milhão de mortos. 
Um genocídio. E durante a Primeira Guerra Fria, os EUA colonizaram economicamente a América Latina e de modo covarde comandaram e/ou apoiaram golpes e mais golpes militares no continente com a desculpa da ameaça da URSS. Com ou sem URSS, eles teriam feito o mesmo, mas com outras desculpas baseadas em medos ideológicos.

Não é correto chamar os EUA de império. Não é certo, não é digno. Culturalmente, os EUA contribuem pouco, muito pouco, principalmente se levarmos em consideração o baixo nível artístico do país, se formos comparar com o que produziram e produzem os europeus, por exemplo. Não é que não tenha arte boa nos EUA, mas o lixo artístico ianque é enorme. Quase tudo o que se produz lá só visa o lucro. Economicamente, é uma catástrofe para os países pobres o padrão petróleo-dólar. Politicamente, o que os EUA fazem sobretudo no Oriente Médio e América Latina é uma vergonha em todos os sentidos. Uma pena, pois uma grande potência global poderia fazer algo bom, pois tem capacidade de sobra. E finalmente, em termos práticos, não dá pra chamar de império colonial um país que apenas recebe imigrantes. Quantos milhões de norte-americanas e descendentes vivem no Brasil, por exemplo? Desnecessário que eu responda. Milhões de iberodescendentes vivem no Brasil, resultado de séculos de colonização em uma época em que para chegar ao Brasil era uma dificuldade tremenda. Quantos milhões de descendentes de britânicos existem na Índia ou na Nigéria? Pois é. Não há uma real e forte "troca civilizacional", não há o desejo de real expansão, apenas há interesses exploratórios e nada mais. Nem os mais pobres de lá eles querem por aqui: eles querem é mão de obra barata lá, para manter a máquina funcionando, e mesmo assim, sob forte comando de entrada de imigrantes. Eles criam o problema e querem dar a solução depois. 

 Os governos de Washington sempre enxergam o Brasil como Zona de Retaguarda dos EUA. Veja aqui o que é o Brasil geopolíticamente para a OTAN: 

https://youtu.be/Sd_Bdoi1acs

Não quero que pensem que eu considero que a  Babilônia era moralmente melhor do que EUA ou Reino Unido, ou algo do tipo. Não é disso que se trata. Eu não estou dizendo que qualquer império é melhor do que o neocolonialismo. O meu objetivo é mostrar que neocolonialismo é o termo mais adequado para  se utilizar no contexto em que estamos.

É claro que não posso deixar de fora o "império soviético". Eu ainda aceito o termo império porque era comandado por Moscou, que manteve um processo de russificação em sua área de influência eurasiática, mas que modo algum merece algum respeito, dado que foi uma mega burocracia socialista que fracassou e que em grande medida teve responsabilidade em ter deixado o leste europeu em frangalhos, inclusive a própria Rússia. Uma forma um tanto hipócrita de império, já que em nada defendeu das tradições eslavas. Pelo contrário, as destruiu o quanto pode. Até hoje o leste europeu é apenas uma sombra do que era antes da segunda década do século XX. Cabe lembrar aqui a destruição que os soviéticos exportaram mundo afora, destruindo culturas e semeando a discórdia com desculpas semelhantes as do eixo Washington-Londres. Um lado dava a desculpa do comunismo, o outro, a desculpa do liberalismo. 
E para não dizerem que me esqueci, o projeto de império do Reich nazista foi outra catástrofe, é claro, e me dá nojo só de mencionar aqui a palavra nazismo. 🤢

Fico muito curioso para saber o que fará a China, agora que está também no topo do mundo. Farão algum tipo de conciliação entre seu próprio modelo socialista e suas tradições e criará um império parecido com os impérios clássicos ou fará como fez a Moscou comunista, levando a destruição civilizacional do marxismo, só que em uma escala muito maior e de proporções inimagináveis para os povos do mundo? Muito cedo para dizer. O que podemos dizer é que de fato há milhões de chineses espalhados mundo afora, e não haverá problemas em relação a quantidade de pessoas para colonizar qualquer país, já que gente na China é o que não falta.

O imperialismo se dá com o domínio territorial, cultural e econômico de modo tradicional, formal.

O neoimperialismo é informal, pode ser relativo em vários aspectos, inclusive militar, sempre com influência cultural e sempre com forte domínio econômico.

Há um caso específico que eu quero citar, que é o caso do Japão e da Coréia do Sul. Após o final da Segunda Guerra Mundial, o Japão passou a ser controlado por Washington-Londres, mas estando o Japão geograficamente ao lado da URSS, da China e posteriormente da então recém criada Coréia do Norte, houve um acordo para o Japão fazer parte do eixo desenvolvido América do Norte/Europa ocidental, de modo que partir de então, foi posto em prática um projeto de desenvolvimento econômico que deu certo para o Japão, embora o Japão tenha se tornado totalmente dependente militarmente da OTAN, desde então. Com a trégua da Guerra da Coréia, a então recém fundada República da Coréia (a Coreia do Sul) também foi integrada ao mesmo projeto. O Japão já era forte, então foi aproveitada a estrutura que o país já tinha. Um Japão forte foi de grande auxílio para o "eixo ocidental". Mas culturalmente o Japão e a Coreia mais perderam do que ganharam, e isso é muito relevante para qualquer país. Uma nação não se faz só com dinheiro e indústrias. A mentalidade modernista já está levando Coréia e Japão aos poucos para o precipício, pois nem filhos esses povos querem ter hoje em dia. Estão aos poucos buscando uma espécie de "auto-extinção". 

Afirmo então, para finalizar, que neoimperialismo é a palavra mais adequada, mais justa, para definir o que é que o eixo Washington-Londres faz hoje em dia. Não quero aqui pregar "xenofobia" contra estes países, até porque admiro o que há de bom por lá e na verdade espero que boas pessoas possam administrar estes países. No final das contas, os próprios habitantes estadunidenses e britânicos pagam as contas das ingerências neoimperiais. 

Eu quero deixar algo para reflexão: o que está se passando no Brasil desde meados de 2016 não é parecido de algum modo, dadas as devidas proporções e diferenças de época, com o que se passou com a África do século XIX? Não está cada vez mais claro que o Brasil parece estar sendo aos poucos "neocolonizado" ? 🤔





Globalistas brasileiros: imitadores dissimulados

 


Agora é hora de falar um pouco sobre o grupo político-econômico mais forte neste país: o grupo dos globalistas. 
Como já existem fartas fontes a respeito do globalismo, sejam fontes de direita, de esquerda, e até mesmo religiosas, não irei me aprofundar no tema aqui. 

Embora seja um termo muito ironizado por diversos especialistas, eu escolhi utilizá-lo por ser um termo que, ao meu ver, bem resume o que é este grande grupo político. Formado por grandes conglomerados de mídia e de empresas globais sediadas geralmente na América do Norte e na Europa, este grupo é formado sobretudo por liberais de esquerdas e sociais democratas, grupos de direita neoliberais,
 além do sistema bancário que atua no Brasil. Penso que o termo globalismo bem explica o que representa: um mundo global, unificado e sobre forte influência de órgãos e bancos internacionais. São os principais adeptos da Nova Ordem Mundial propagada com força desde os anos 90, após a dissolução da URSS. 

🏦 O globalismo é uma ideologia que possui aspectos da direita, em um sentido de defesa de aspectos e princípios do liberalismo (ainda que não seja o liberalismo clássico, que tem viés um nacionalista), em uma visão internacionalista, e aspectos de esquerda, em aspectos morais e éticos, além de uma visão mais "mecanicista" da sociedade, ou seja, uma visão aonde a sociedade funciona como uma espécie de grande máquina com suas engrenagens. Os pilares do globalismo estão sobretudo na política do internacionalismo, economia (grandes bancos e corporações transnacionais), nos partidos políticos ligados a ideologia globalista e nas grandes mídias. 

Tem também a questão da Maçonaria (ou maçonarias), mas é um tema ainda mais complexo e é um assunto à parte. O tema merece um estudo separado. O globalismo é até certo ponto diversificado e utiliza-se fartamente de simbolismo maçônico-esotérico. 

No Brasil, o globalismo é de longe o modelo de projeto civilizacional mais atuante e forte, pois o sistema bancário, as grandes mídias e a maior parte dos partidos políticos seguem agendas globalistas. Os sociais democratas em geral, hoje em dia são pró globalismo. As pautas dos sociais democratas de hoje e dos globalistas são bem parecidas em vários aspectos. 


O PSDB

O partido que, na minha opinião, mais representa essa visão ideológica no Brasil é sem dúvidas o PSDB, que claramente imita o Partido Democrata dos EUA em muitos pontos e busca também sempre estar alinhado às pautas dos sociais democratas da Europa, que geralmente são bem próximas aos democratas dos EUA. Fora os partidos da "esquerda vermelha", que são contra a nova ordem mundial proposta pelos globalista (eles possuem outros projetos), quase todos os outros partidos acabam por servir ou como linhas auxiliares do PSDB ou como partidos do "centrão", que em muitas vezes seguem pautas ideológicas próximas das do PSDB.  O MDB, outro partido forte, tem um viés mais "neutro", por assim dizer. É claro que nem todos os membros destes partidos são globalistas e é claro que nem todas as ações deles são globalistas. Há bons políticos nos partidos aqui citados. Eu sei que política partidária é algo muito complexo e não estou generalizando tudo. Estou falando em um nível mais abrangente, apontando certas tendências ideológicas e partidárias. Isso não quer dizer que não existam no PSDB patriotas e/ou nacionalistas, ou ainda, políticos mais pragmáticos que não concordam com a visão historicamente mais globalista do PSDB, por exemplo. Para além disso tudo, partidos políticos podem mudar bastante com o passar do tempo. Mas historicamente, o PSDB tem sim este viés de alinhamento com pautas globalistas/globalizantes. Não estou usando o termo globalista em um sentido conspiracionista do termo, é claro. Atualmente, podemos dizer que o "Tucanistão" engloba vários setores espalhados em partidos diversos. 

A Rede Globo

Um grande pilar do globalismo no Brasil é a Rede Globo, que, sem dúvida alguma, é de longe a instituição de mídia que mais influenciou e influencia a população brasileira. A Globo seguramente influenciou a população mais do que qualquer instituição religiosa ou partido político no país, desde quando foi inaugurada. Se o PSDB é a imitação brasileira do Partido Democrata, a Rede Globo, em assuntos jornalísticos, é a imitação da CNN, devidamente adaptada com a realidade brasileira, com a diferença que a Globo foi por décadas absolutamente hegemônica na TV brasileira, algo que a CNN nunca chegou perto de ser nos EUA.
Sei que agora a CNN "original" chegou ao Brasil, mas isso não muda nada, pois tanto a CNN quanto a Rede Globo possuem o mesmo viés, por razões bem óbvias. 
A força da Globo no Brasil não possui paralelo no resto do mundo. Não estou afirmando que todos os funcionários da Globo possuem a mesma ideologia, ou que tudo o que passa na Globo seja ruim ou mentiroso. A "Vênus platinada" obviamente não é um ser vivo, é uma "mega empresa" com donos e funcionários, ou seja, é composta por pessoas e não por robôs. É certo que as diretrizes são dadas pela liderança, que são os membros da família Marinho. Então, são os Marinho, donos da rede, que são claramente globalistas, além de parte dos funcionários, é claro. O mesmo vale para os donos dos grandes bancos do país: não são meras abstrações, são pessoas que seguem essa visão de mundo. 

De fato, os globalistas do Brasil sempre buscaram fazer do país uma imitação dos EUA e Europa sob um ponto de vista da esquerda liberal/social democrata dos países "sede". Os neocons do Brasil são bem novos em relação aos globalistas daqui, mas algo é indiscutível: os dois lados fazem de tudo para serem imitações de seus mestres. Os globalistas brasileiros também são hipócritas e dissimulados, pois não passam de meros imitadores, sem um projeto que de fato melhore o Brasil. Eles imitam tanto os EUA que até mesmo as pautas identitarias (envolvendo negros e brancos, por exemplo), já trouxeram ao Brasil, mesmo o Brasil sendo o país mais mestiço do mundo, ou seja: tanto brancos quanto negros são minorias (você acha que mesmo que quase metade da população brasileira é branca, como aponta o IBGE? 😂). Infelizmente, os brazucas globalistas estão tão perdidos das ideias quanto os neocons e os petistas. Eles não buscam ver o Brasil como ele é, eles buscam modelos de visão de mundo prontas, importadas de fora, como se sociologia fosse um produto que se compra pela internet.

Internacionalização da Amazônia 🌳

O que creio que eles querem fazer no Brasil? 
Penso que para se compreender os globalistas brasileiros, é preciso entender que eles defendem transformar a Amazônia em um território internacionalizado sob comando dos EUA, União Europeia, Reino Unido e aliados, grupo também chamado midiaticamente de "comunidade internacional". A comunidade internacional deles: 🙄


Embora o ambientalismo em si não seja globalista, o globalismo possui nas pautas ambientais um de seus pilares. É claro que o globalismo vai muito além disso. Recomendo estudar o tema longe dos conspiracionismos malucos que existem pela internet, e é claro: com seriedade e paciência. 

Para se entender melhor o globalismo no Brasil através da questão ambiental: Corredor Triplo A
Um ponto de vista abertamente globalista: Climatismo, globalismo .

Na minha opinião, o maior objetivo globalista no Brasil é internacionalizar a Amazônia e adjacências mais ou menos nos moldes do Tratado da Antártida, de 1959, porém, com a participação apenas dos países da "comunidade internacional", que também pode ser chamada de "grupo de países membros da OTAN". 

Então, assim como os petistas e neoconservadores brazucas, os globalistas daqui não passam de meros imitadores, como se fossem macaquinhos adestrados. 🙊





 

O Ocidente e a Nova República de 1988



Brasileiros não são ocidentais 👍🏻

A Nova República 📜

Desde 1988, data do início da chamada Nova República, com a nova constituição, se alimentou no Brasil a ideia de que o país entraria de vez no concerto das nações de primeiro mundo, como candidato a grande potência, já que o Brasil passou a ter uma constituição que segue os padrões aceitos pelo chamado "mundo ocidental", liderado principalmente pelos EUA e União Europeia. A Constituição brasileira de 1988 é indiscutivelmente social democrata. A constituição de orientação social democrata (não é a social-democracia marxista!), segue uma linha semelhante em muitos aspectos as constituições dos países do chamado "bloco Ocidental", com democracia nos moldes liberais e uma estrutura de Estado de forte inspiração social democrata e com aspectos socialistas (não-marxista). Possui uma forte influência socialista na questão do trato à propriedade privada, quando diz que a propriedade privada deve atender a "função social", por exemplo. Algo dúbio, no mínimo, mas quando se estuda a Revolução  Francesa, percebe-se que muito do que inspirou os comunistas veio de lá, mesmo. Obviamente não estou falando só do socialismo de inspiração marxista e/ou soviética, mas também de um socialismo com inspirações no socialismo francês, que os marxistas chamam de "socialismo utópico", e que também possui influências positivistas, que influenciaram a social democracia europeia, tão amada por alguns intelectuais da chamada grande mídia brsileira.

 O que teoricamente tinha tudo para trazer certa estabilidade, no que diz respeito a posição do Brasil no concerto das nações e em termos econômicos (afinal, o Brasil estava entrando em total consonância com o Ocidente), com o passar do tempo, foi se tornando em um grande problema, por motivos variados. 

Há muitos defeitos na atual constituição. De qualquer modo, é óbvio que a atual constituição do Brasil não é a pior, e eu a considero a melhor (ou menos pior) desde que a constituição do Brasil Império que foi acabada pelo golpe militar de 1889. A do Brasil imperial foi a melhorzinha quando acabou a escravidão, mas não durou quase nada depois. Desde a Proclamação da República, o Brasil só foi ter uma constituição mais sólida em 1988, apesar dos pesares.

Nasci em 1987 e posso afirmar por experiência própria, que o Brasil dos anos 90, se não fosse pela questão da violência que assolou (e ainda assola) o país, seguramente teria sido o melhor período da história do Brasil, pensando em termos econômicos e sociais básicos. Ora, era um Brasil com uma economia melhorando, com uma moeda estável, mais aberto economicamente e sem riscos de guerra civil ou grave crise social. A pobreza diminuiu, a população passou a ter maior poder econômico e o Brasil de fato "entrou" no mapa-mundi da economia.
Foram breves anos de esperança e liberdade (liberdade que se converteu em libertinagem, pois o povo não soube usar a liberdade da forma correta, diga-se de passagem 🙁). 

Então, reforço aqui que o advento da Nova República realmente ajudou no desenvolvimento econômico do Brasil em muitos aspectos, e o Brasil já era tido como um país estável  (para os padrões da visão do atual Ocidente, ao menos dentro de uma visão mais generalizada) e em franca expansão. Para um país que não faz parte do Ocidente, já é um avanço, posto que o Ocidente, apesar de sua decadência civilizacional, ainda é majoritariamente próspero. 

 Mas cada país, cada sociedade, cada região, possui suas particularidades, e não existe uma fórmula mágica ou algo do tipo para que uma nação cresça social e economicamente. Se por um lado, internacionalmente, o Brasil ganhou respeito e relevância, por um outro lado, alguns aspectos pioraram. A violência cresceu absurdamente, mas a corrupção política brasileira, provavelmente abafada nos tempos da ditadura militar, passou a ser mais aberta na Nova República. Forças claramente mafiosas vieram à tona em todos os setores da sociedade: em setores econômicos, do sistema educacional, midiático e em diversos grupos religiosos. Na época da ditadura militar isso era obviamente abafado. Vale muito a pena estudar sobre o Brasil dos anos 90!

Atualmente, é fácil constatar que o "sonho noventista" acabou. A Nova República só existe na teoria, pois o que se tem hoje, nada mais é do que um país de mentira, definitivamente se tornou colônia dos países poderosos e a cada dia é mais humilhado perante o restante do mundo. 
O Brasil tentou ser parte do Ocidente em 1988 com uma receita teoricamente infalível. Deu errado. 

Não, não somos ocidentais e não há problemas nisso. O problema é não ser mais nada, além de neocolônia. E desta vez, não somente dos europeus e dos EUA, mas também da China e de quem mais quiser, de quem mais vier...






 






A partilha do Brasil

Aqui eu coloquei a posição do presidente Lula em relação ao Foro de São Paulo em dúvida: 08/01/2023 . Mas o teatro do PT não durou muito. Neste ponto, os neocons estavam mesmo certos: Lula não mudou. Mas por outro lado, a partilha do Brasil continua. De qualquer modo, quase toda a classe política está apoiando isso tudo, inclusive parte daqueles qure se dizem patriotas, como os neocons, que, sob o comando de Jair Bolsonaro, aprofundou o processo de entrega do Brasil. 

Aqui, Lula realmente mostra a quem de fato serve: 


Fonte do vídeo: Canal Gov/Reprodução. Corte da UOL (Twitter)

 Lula estava em Havana, para o encontro do G77+China. 

A depois foi pra ONU defender um...


Não existe mais um Brasil como Estado-Nação soberano. Acabou, é lamentável, mas acabou. Agora, é cada Estado ou religão lutar pela sua liberdade antes que o globalismo reparta cada centímetro do território na partilha do Brasil. 
O que está acontecendo no Brasil é análogo a Partilha da África de 1885 (Conferência de Berlim) e o Tratado da Antártida, de 1959 (Washington D.C). É algo que tem elementos dos dois acontecimentos. Se aproxima da questão africana por ser uma partilha das grandes potências em relação a povos que deveriam ser livres, e se aproxima da questão do Pólo Sul, por ser uma divisão de áreas de influência com base em preservação ambiental e argumentos em torno de supostos "interesses em salvar um meio ambiente cuidando de um território que deve ser preservado por toda humanidade". 

Neste ponto o PT é democrático: entrega o Brasil para todos os países interessados e dá preferência pra ONU. Não tem jeito, o Brasil acabou e agora estamos vendo a partilha do país. Mantém-se o mapinha oficial, a bandeira e o hino. Tem até Forças Armadas e caças de alta tecnologia. É uma forma nova de divisão de neocolônias. 
A realidade é bem diferente do que a maioria imagina. 
Se você é contra o globalismo ocidental, você sabe que o Lula é um vendido. Se você é contra o globalismo eurasianista de Rússia e China, você sabe que o Lula é um vendido. Se você entende que os dois caminhos levam para um mesmo fim, então, você entendeu o que mais importa. 

Muitas questões podem ser levantadas a partir de agora. Que cada um tire suas conclusões...

A disputa PSDB X PT era igual a disputa Republicanos X Democratas?

    imagem

Esse papo de polarização política não me agrada, mas polarizações políticas são inevitáveis. De certo modo, o Brasil da Nova República teve momentos parecidos com a República dos EUA. Se por lá, Democratas e Republicanos dominam o cenário político, no Brasil, petistas e "tucanos" fizeram algo semelhante por um tempo considerável. Eu disse semelhante, e não igual. 
 Para além das particularidades imensas dos dois países, a grande diferença é clara, e está no seguinte fato: 

- Os democratas atuais são majoritariamente liberais que defendem ideias advindas da social-democracia, mas obviamente com o viés liberal e estatizante;  

- Os republicanos, são majoritariamente liberais-conservadores e neoconservadores. 
Então, o que temos nos EUA? Um espectro político que está mais ou menos dentro dos padrões do liberalismo.

No Brasil, o espectro estava bem mais à esquerda: o PSDB, de origem social-democrata (sabia que o "social democracia" da sigla PSDB significa social-democracia? 😬) estava à direita do PT, que é um partido neosocialista de viés marxista. Veja agora o Brasil:

PT: esquerda radical (socialismo: marxismo, marcusianismo, etc...).

PSDB: esquerda, social-democracia europeia (estilo União Europeia), liberalismo de esquerda. 

Nos EUA o PT seria considerado o que ele realmente é: um filho bastardo da União Soviética. E o PSDB seria basicamente o "Partido Democrata versão Europa". Teríamos, então, um país dividido entre socialistas de todos os tipos e liberais de esquerda e afins. Todo o restante, à direita do PSDB, seria chamado de "extrema-direita" ou algo do tipo. Afinal de contas, é assim hoje no Brasil: qualquer direita é extremista aos olhos do jornalismo socialista e marcusiano. 

Os dois partidos (PT e PSDB) estão no espectro da esquerda. Liberalismo não é somente direita. Nunca foi e nunca será,  de fato. O liberalismo surgiu como uma visão de esquerda. 
Não estou, de modo algum, dizendo que todo petista é radical e marxista ou que não há pretensos direitistas no PSDB. 
Isso tudo, que realmente é confuso, demonstra algo simples de se entender: o Brasil está clara e inequivocadamente à esquerda dos EUA. E em relação a Europa? O Brasil também está à esquerda da Europa, mas há maiores semelhanças com a Europa do que com os EUA, pois, assim como no "velho continente", o Brasil possui uma diversidade política maior do que os EUA (ao menos na questão partidária) e possui grupos de esquerda marxista mais fortes na sociedade. 
Então, é errado dizer que a dupla PT/ PSDB são análogos a dupla Partido Democrata/Partido Republicano. Essa tentativa de fazer do Brasil uma imitação dos EUA,é um erro.
Não, as políticas de desestatização do PSDB não fizeram o partido se tornar de direita. E o PSDB criou inúmeras burocracias estatais de viés de esquerda. 

O Brasil está muito à esquerda dos EUA, e a tentativa da elite intelectual brasileira, que é socialista e marcusiana, de igualar o PT ao Partido Democrata, não passa de uma estratégia de radicalização progressiva do espectro político brasileiro. Foi somente após meados 2013 que surgiu a direita neoconservadora que imita o Partido Republicano dos EUA. Antes disso, a direita brasileira estava divida e diluída em vários partidos que, ironicamente (ou não), são, em grande parte, da confusão de partidos que chamamos atualmente de "centrão". Em minha atual visão, o "centrão" pode ser "condensado", por assim dizer, na imagem do MDB (antigo PMDB), que, hora está junto do PT, hora está junto dos neocon. Em suma: aonde está o dinheiro e o poder, ali estará o centrão. Também não estou dizendo que o MDB seja apenas um amontoado de interesseiros, estou apenas dizendo que, por ter membros das mais diversas origens, a maioria dos "MDbistas" é compatível com o centrão. O PT não acusa o MDB de "extrema-direita", pelo simples fato de o MDB ser útil ao PT em vários momentos. É confuso? Pois é, o Brasil é um hospício já faz tempo. 
                  

Neoconservadores brasileiros: imitadores xenófilos


Nos últimos anos, além dos extremismos de esquerda, aumentaram também os extremismos de direita.  No dia 7 de Setembro de 2021, milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro foram às nas ruas, principalmente em Brasília e em São Paulo. Muitos esperavam uma tentativa clara de "autogolpe" da parte do governo e de seus apoiadores, mas nada demais aconteceu. Na verdade, as manifestações se mostraram menores do que o esperado por todos.  Publiquei este texto originalmente quando Bolsonaro ainda era presidente. 

Obs.: Como esitei alguns erros posteriormente, a data original da postagem se perdeu. 


Agora, vamos lá: 

A tentativa de se criar no Brasil um movimento de viés liberal-conservador nos moldes do que existe nos EUA em torno do Partido Republicano, é ridícula. O que nasceu foi um caos político-ideológico. Atualmente, o que se pode notar é que a tentativa resultou majoritariamente em uma mistura de grupos xenófilos idólatras dos republicanos e sionistas milenaristas dos EUA, militaristas saudosistas da Ditadura Militar brasileira de 1964 e vários nacionalistas manipulados pelas narrativas das lideranças que tentam imitar tudo o que vem dos militantes "WASP's" de hoje em dia nos EUA. Tudo isso foi piorado pela influência dos chamados "trumpistas" dos EUA (apoiadores de Donald Trump), que são majoritariamente alheios ao que se passa no Brasil e que nutrem um certo desprezo pelas sociedades que estão abaixo da Linha do Equador. Não adianta tentar importar nacionalismos estrangeiros e tentar transformar em algo brasileiro, até porquê a xenofilia, que é uma palavra análoga ao termo "vira-latismo", jamais será útil para se criar algo de positivo em uma sociedade. 

O neoconservadorismo original nasceu nos EUA, a partir de Irvin Kristol (⭐1920 - ✝️2009), um intelectual escritor e jornalista nascido em Nova Iorque, filho de imigrantes judeus do leste europeu. Ele era socialista (trotskista), depois tornou-se adepto do liberalismo, ligando-se ao Partido Democrata. Depois, tornou-se republicano, e finalmente criou o movimento neoconservador, que diverge do liberal-conservadorismo "clássico" dos EUA por defender uma postura mais neoimperialista na política externa dos EUA e por defender um Estado mais forte. Os neocons também são considerados pelos socialistas em geral como "neoliberais" na economia. No Brasil, o principal intelectual responsável por espalhar as ideias neocons foi o perenialista Olavo de Carvalho.

Uma das características mais marcantes da "neodireita" brasileira é mesmo a idolatria pelos EUA 🇺🇲 e por Israel 🇮🇱. No "combo neocon brazuca", não pode ficar de fora o famoso "sionismo" dos "pentecostais". Este tema é complexo, até porquê existe muita confusão em relação ao sionismo, ao nacionalismo judaico, e as questões religiosas e escatológicas que envolvem Israel e a cristandade. O problema dos neocons brasileiros aí não é apoiar Israel ou não. O problema é a idolatria, que é vexatória. 

 A maioria dos autoproclamados "liberais-conservadores" do Brasil imitam a todo custo os neconservadores originais, grupo que geralmente despreza o Brasil e os demais países da América do Sul. Analisando friamente o atual cenário da neodireita, que apoia Bolsonaro, eu concluo sem medo de estar errado que este grupo nada mais é do que uma cópia fracassada do neoconservadorismo dos EUA. Na verdade, esses neocons brazucas na maioria das vezes, agem como se o Brasil fosse apenas um lixo social. Elas querem acabar com tudo que é ou pode ser chamado de "brasileiro" que não esteja alinhado a uma postura subserviente quase que doentia em favor dos EUA e de Israel. Para essa turma, o Brasil tem que ser uma espécie de neocolônia dos EUA, uma imitação pessimamente feita do que eles acham que é o melhor para a humanidade, tentando imitar a todo custo tudo que vem da direita ou da extrema direita dos EUA (essa gente não sabe distinguir direita de extrema direita, e nem sabe o que é conservadorismo). Conseguem ser tão ridículos ou mais do que aqueles petistas e comunistas mais iludidos, que sonham em ver o Brasil como uma réplica gigante de Cuba. E por falar em Cuba, não dá pra deixar de falar no anticomunismo irracional, o "macartismo". É claro que os neocons brazucas tem razão em combater o comunismo, uma ideologia radical e agressiva, mas o fazem de modo tão ridículo, que acabam, em muitos momentos, ajudando a militância comunista, que os coloca como loucos (com certa razão), e acabam por deixar a imagem do comunismo mais "leve". Além do mais, pregar o fuzilamento de petistas, como já pregou Jair Bolsonaro, é algo totalmente errado. 

Chegamos ao ponto de termos um presidente totalmente subserviente aos interesses dos EUA no Brasil. A não ser que esteja fazendo um grande teatro para conseguir apoio dos EUA fingindo ser subserviente, tendo alguma estratégia nacionalista por trás (o que eu realmente duvido), o presidente da república do Brasil age como um empregado dos republicanos dos EUA, infelizmente. Há quem diga que o que Bolsonaro faz é apenas demonstrar apoio e simpatia pelos republicanos dos EUA, mas fazer isto desta forma já é um exagero total.

Bom, a situação é bem séria, e, embora eu goste de brincar um pouco para tornar o tema menos pesado, não dá pra ignorar a seriedade do que está a se passar no nosso país. A verdade é que essa mistura bizarra de neocons e outras correntes, tendo até alguns neofascistas (sim, conseguiram juntar pessoas pró Israel e neofascistas em um mesmo balaio eleitoral no Brasil), não poderia mesmo terminar em algo bom para a política nacional. 
Essa mistura de pentecostais que querem esmagar católicos, com católicos que ignoram isso tudo e apoiam os neocons brazucas (sim, há muitos brasileiros católicos neoconservadores), está gerando aquilo que se espera de um ajuntamento tão caótico assim: mais e mais brigas, mais e mais instabilidade social e mais e mais confusão política. Obs.: nos EUA há também neocons católicos, mas o movimento por lá é mais coeso por conta do nacionalismo. Os neconservadores originais (os dos EUA, é claro) são focados no nacionalismo pró-EUA, e não na religião. No Brasil, as coisas são bem mais confusas.

 Geralmente, os líderes neocons brasileiros são maçons, protestantes, neopentecostais e afins que odeiam e desprezam as origens católicas do Brasil e colocam toda a culpa dos fracassos brasileiros na religião católica e ás vezes até na mestiçagem racial, ao mesmo tempo em que exaltam até os pontos mais negativos da sociedade estadunidense, desde que seja para humilhar tudo que é do Brasil. É óbvio que não dá pra levar a sério quem tem um discurso desse. Até os maiores erros dos "neocons originais" são exaltados pelos neocons brazucas.

Não precisamos estudar muito para observarmos que não é a prática do catolicismo ou do protestantismo que irá levar riqueza para uma nação, nem dá pra levar a sério quem não enxerga, por exemplo, que a parte mais rica da Alemanha, e por consequência, da Europa, a Baviera, é uma região historicamente de maioria de população católica. Isto sem falar na França, aonde o norte, mais católico, sempre foi mais poderoso financeiramente do que o sul, que tem uma considerável parcela da população de origens protestantes. Em suma, afirmar que uma nação é mais rica ou próspera do que a outra porque é católica ou protestante, é um equívoco terrível. É o mesmo que dizer que Hitler só subiu ao poder na Alemanha porque os protestantes quiseram, como se grande parte dos católicos alemães não tivessem apoiado o nazismo, assim como grande parte da Itália, quase que toda católica, não tivesse colocado Mussolini no poder. O mundo é muito, mas muito mais complexo do que pensam esses iludidos necons do Brasil, que nada sabem sobre o Brasil,  sobre os EUA, nem sobre quase nada em suas vidas. São aqueles que, ao terem uma oportunidade de conhecer os EUA, vão direto pra Flórida tirar fotos com o Mickey na Disney, ao invés de irem conhecer o que tem de bom nos EUA, tanto em termos de natureza, quanto em termos de turismo histórico.

Um fato é que as duas outras grandes correntes ideológicas que existem no país, o grupo do globalismo (e os sociais democratas em geral -  as pautas dos sociais democratas e globalistas são bem parecidas em vários aspectos) que imita o partido democrata dos EUA, e o socialismo vermelho liderado pelo PT, saem fortalecidos nisso tudo. E não se enganem: o PT e suas ramificações são contra o "globalismo dos democratas". Quem entendeu o que aconteceu no Brasil entre 2013 e 2016 (período de derrocada e queda do governo da Dilma), sabe que foi justamente o governo democrata de Obama que ajudou a derrubar o PT com a ajuda de seus empregados e apoiadores no Brasil, sobretudo a Rede Globo e o PSDB. 
Não quero deixar de lembrar que houve também uma forte participação de diversos militares brasileiros, também.  Aliás, o PT, enquanto esteve no poder, fez o possível para aparelhar o Estado (e assim o fez em grande medida) e criar a sua própria ditadura neosocialista.

Sobre os militares:
 Não considero o grupo chamado "Partido Militar" como uma teoria conspiratória. Concordo, ao menos, em partes, que de fato existe uma espécie de partido político não oficial formado por vários altos comandantes da ativa e da reserva que realmente influencia bastante a política brasileira. Não seria loucura dizer que existe uma quarta força política, mas eu prefiro não afirmar isto, pois considero que em qualquer sociedade, o poder militar acaba influenciando na política de algum modo. É óbvio que em qualquer país o poder militar é um dos principais poderes sociais, mas afirmar que existe um "partido militar oculto", é cair no conspiracionismo.
No Brasil, os militares possuem mais poder do que deveriam ou poderia ter, na minha opinião, mas ainda assim, acho um pouco exagerado colocar o "Partido Militar" como uma força política unificada. E é claro: o PT não consegui impor a sua ditadura porque não tinha apoio militar para isto e não teve força miditática suficiente. O resto, é história.

Eu sempre digo que o PSDB é a versão brasileira do Partido Democrata dos EUA e que a Globo é de fato a versão brasileira da CNN, jornalisticamente falando   Agora, veja o "print" de algo curioso: 
Aí está. Faz parte do jogo político, está tudo às claras. E se a Rede Globo é democrata, a Rede Record e Jovem Pan estão do lado republicano.

Então, eu afirmo que, sem dúvida alguma, o que as elites políticas e econômicas do Brasil mais fazem é tentar imitar as elites políticas e econômicas dos EUA e  da Europa. A diferença entre o grupo que gira em torno do Tucanistão e o novo grupo da chamada "nova direita" é que o Tucanistão conseguiu de fato impor uma versão brasileira do que chamarei aqui de "visão de mundo do Partido Democrata dos EUA", enquanto os candidatos a "republicanos do Brasil", estão ainda se fortalecendo.

 Eu realmente acreditei por um tempo que havia uma grande chance de o Brasil afundar no caos social e talvez até entrar em um processo de divisão social irreversível, mas analisando as coisas hoje, vejo que tudo indica que "apenas" seguiremos piorando, mas que nem tudo é tragédia, pois apesar de suas fragilidades, o Brasil insiste em resistir como país. 🇧🇷

Já repararam como existem semelhanças entre bolsonaristas e lulistas, em geral? A teoria da ferradura ideológica faz muito sentido, neste caso: 


Esquerda e direita tendem a ficar mais parecidas conforme vão indo para seus extremos.

Até o movimento movimento monarquista brasileiro acabou "caindo" nas mãos dos neoconservadores. 

Este texto fala sobre os neocons, com foco no sionismo: O jogo triplo dos neoconservadores

Enfim: como os neocons daqui são uma cópia, eles não possuem um projeto para o Brasil que não seja a subserviência à Washington, o que é bem contraditório para um grupo que se coloca como patriota, né!?. Deixarão de ser uma cópia? Duvido. 



 










    


 












 

domingo, 29 de dezembro de 2024

Brasil: acabou ou há esperanças?









Não é sobre militância separatista ou ódio ao Brasil: é sobre não suportar mais a farsa e o caminho sem volta que este país está tomando. O Brasil de hoje é literalmente uma máquina de destruir vidas. 

Publiquei este meu artigo no dia 24/12/2024 e estou editando-o em 22/06/2025 atualizando algumas coisas. 

Parece impossível que o Brasil dê certo. Como se pode administrar tantos milhões de habitantes, tão diferentes entre si, em áreas tão vastas? Há, de fato, alguns países grandes. Mas vamos a verdade histórica sobre alguns países:

Rússia 

A Rússia é distópica em sua organização, e é um péssimo exemplo de país. E mesmo assim, sua área habitável é menor do que a do Brasil. A área mais "inabitável" do Brasil é mais habitável do que boa parte da Rússia e quase todo (ou talvez até todo) o Canadá. E não, o Canadá não é exemplo, não entra na conta. Sua área mais habitada não vai muito além de um território do tamanho do Chile. O resto, é gelo e floresta, e é o ideal para o país. A Rússia só existe daquele tamanho que você vê nos mapas, porque tem uma burocracia ditatorial que mantém controle e impõe-se ao mundo através de seu arsenal nuclear dos tempos soviéticos. A Rússia real,dos russos étnicos, seria bem menor do que é. Ou a Rússia se afunda em sua distopia totalitária,  ou irá, cedo ou tarde, se fragmentar em vários países.

Austrália 

A Austrália: uma grande parte do país é deserto e a Austrália está literalmente isolada do mundo, e seu vizinho maior e mais relevante, é seu irmão gêmeo (Nova Zelândia). A Austrália faz sentido de existir. A situação do Canadá é semelhante: um país enorme, mas uma população concentrada em uma só região e com a maior parte do país sendo praticamente impossível de ser densamente povoada. 

China 

A China não é exemplo de nada. É a síntese das loucuras socialistas e capitalistas, com seus povos mantidos sob a dura mão de ferro de um Estado totalitarista que em muitos aspectos lembra a droga do fascismo. Apesar disso, na média, é melhor do que o Brasil em quase tudo. E mesmo assim, parte de seu território é gelo ou deserto (ambos praticamente inabitáveis). E claro, milhões de pessoas vivem na tirania (uigures, por exemplo). De qualquer modo, a China é uma verdadeira civilização milenar, que quase sempre esteve, de algum modo, entre as grandes forças do mundo, e possui um grupo étnico predominante e um idioma próprio. Então, apesar dos pesares, a China continuará sendo a China. 

A verdade sobre o Brasil

Com uma população grande e território gigantesco, resta o Brasil. Um país gigante geralmente nasce de um projeto de império. O Império do Brasil, apesar de algumas qualidades,  fez coisas terríveis para manter alguma unidade. E a única unidade possível era através da ideia de Império,  no sentido clássico do termo. Sem a ideia de Império,  o Brasil já teria morrido bem antes de ser independente. Pois bem, o Império já morreu há mais de 100 anos. E aqui, quase tudo deu errado. Vargas fracassou; os militares americanistas fracassaram; a Nova República, social democrata em sua Constituição e um monstro na prática, fracassou igualmente. O que temos hoje é um fracasso.

A questão dos EUA

Eu não sou americanista, nem neocon ou libertário, mas eu seria desonesto se dissesse que os EUA não deram certo. Como nasceu pequeno, se organizou melhor. Depois, se expandiu de forma injusta, mas aí já é outra história. Estando perto da Europa, conseguiram vantagens comerciais. Com menos escravos, foi mais fácil resolver os problemas pós-escravidão (o Brasil sofre até hoje com as consequências das injustiças do período da escravidão). O massacre dos indígenas foi o pior capítulo de sua história, infelizmente, mas o sangue indígena está de volta pela imigração (justiça divina?) e os mexicanos estão literalmente salvando a economia e a taxa de natalidade por lá. 
De qualquer modo, durante a história, os EUA conseguiram se organizar de forma minimamente descente, e, apesar dos erros terríveis cometidos interna e externamente, vale a pena, para o os Estados dos EUA, a luta pela unidade. É o típico caso do "ruim deste jeito, pior de outro". Há boas esperanças para o futuro dos EUA. Descentralizados, eles mantém um equilíbrio e possui uma unidade minimamente saudável. Não queiramos comparar os EUA com o Brasil. Não dá mais. Seria covardia (digo isso com certa tristeza). 

E por fim...

Talvez eu tivesse que escrever um livro pra provar minha visão. Mas não quero perder tempo explicando o óbvio.

Os povo oprimidos: todos estão oprimidos no Brasil e isso pode explodir um dia. 
Este mapa fará cada vez mais sentido se nada de muito bom acontecer (um milagre que salve o Brasil), ou se, simplesmente, uma tirania unionista não surgir para impedir o caos total.
    
Amazônia 

A Amazônia é tão grande que parece um país por si só e parte do mundo já percebeu. E não faz sentido nenhum achar que o Brasil atual irá simplesmente conter os avanços das potências em direção da tomada e/ou controle da Amazônia, sejam avanços chineses ou ocidentais. Se a OTAN espirrar, o Brasil acaba. Não temos condições de conter o atual avanço internacional sobre o Brasil. O Brasil continua fracassando em cuidar da Amazônia. 

No Nordeste, se de lá sair 1 país um dia, já há diversidade suficiente para regionalismos separatistas, mas nada que não seja contornável, pois há uma certa unidade de vontade de uma identidade nordestina facilmente visível, apesar de claras diferenças regionais. No mais, os nordestinos em geral são amáveis com a ideia de um Brasil unido e pacífico. Como descendente de nordestinos, aprendi isso pessoalmente. De qualquer modo, o Nordeste do Brasil possui vida própria. 

O Sul está mais cansado do Brasil, e a maioria dos sulistas não acharia ruim se o Sul se tornar um país livre da máfia de Brasília. E quem sou eu pra dizer pra um sulista que as vontades indepedentistas deles são erradas? Eu não sou sulista, sou paulista e entendo eles. 

Questão Paulista: 

O conceito da Paulistânia é muito interessante. São Paulo, partes do Paraná, Minas Gerais inteiro são literalmente herdeiros e parte de uma mesma cultura, a cultura caipira. E talvez até o extremo sul da Bahia (de cultura mineira) e partes do Espírito Santo e Mato Grosso do Sul e de Goiás são parte da Paulistânia.
O fato é que, mesmo apenas São Paulo, que é um Estado com uma população quase igual a da Argentina e um PIB maior do que o da república dos hermanos, é totalmente capaz de se tornar um país, se o Brasil colapsar de vez. Aliás, São Paulo é mais ou menos do tamanho do Reino Unido e eu não tenho dúvidas de que, se fosse um país, simplesmente mantendo  seu território atual, daria muito certo. 

O que "sobra na conta"? A máfia de Brasília, o Projaquistão do Rio de Janeiro e a máfia do dendê, de Salvador. 

Como paulista, me sinto um escravo dessa máfia de pseudo-cultura enfiada goela abaixo do povo paulista, como se nós tivéssemos que engolir o "bundalelê" da máfia do Dendê, como se o fato de termos forte influência nordestina na capital fosse suficiente para não termos nossa identidade. Na verdade, o nordestino de São Paulo é justamente o nordestino que rejeitou o jugo do coronelismo. E claro, o paulista descendente de nordestinos é tão paulista quanto os velhos caipiras do interior, os caiçaras do litoral e os filhos da Itália que estão em toda a Paulistânia. São Paulo já é diversa o suficiente. Muitos povos formaram São Paulo. Mais do que isso, é loucura. Não tem como existir um Brasil socialmente saudável sem uma ampla liberdade para as diversas regiões e Estados do país.

Em suma, se o brasileiro na média trabalha quase metade do ano pra sustentar Brasília, o paulista trabalha mais, e é mais escravo ainda deste sistema, pois manda quase todos os seus impostos para o Estado monstruoso brasileiro. E o pior: a grana não vai pra sustentar o nordeste, isso é uma falácia, pois, se a grana fosse, o nordeste seria uma Suíça. A grana vai é quase toda pra corrupção e benesses dos políticos e isso já está provado. Ou se criar um projeto de um país justo e com uma Brasília que represente a todos de forma real, ou nenhum discurso unionista adiantará.

Dito isso, eu afirmo que o Brasil se tornou insuportável. Nenhum federalismo salvará isso aqui sem um esforço gigantesco. 

Não romantizem essa amostra grátis do inferno, de Bolsonaros, Lulas, Temers e afins. Somos a vergonha do mundo. Até os falidos argentinos riem da incivilização daqui (aliás, é uma vergonha a Argentina não ser um país de primeiro mundo, tendo tanta riqueza e território). Os africanos se escandalizam com o hedonismo, os europeus nos olham como escória sem identidade (em parte estão certos, infelizmente, pois só vêem a propaganda do "bundalelê"). Os chineses nos olham como um fazendão (neocolônia). Os norte-americanos não sabem se somos "latinos", "africanos da América" ou qualquer outra coisa que não condiz com a realidade. E a culpa não é deles, é do próprio Brasil. É claro que a elite dos EUA sabe como realmente é o Brasil.

Paraguaios possuem identidade;
Cubanos possuem identidade; Indonésios possuem identidade. O mundo quase todo possui. Até mesmo a Rússia possui ao menos um grupo étnico majoritário que dá algum sentido ao menos para uma parte daquela loucura que hoje é dominada por Putin e seus aliados. Já o Brasil, vive sua maior crise de identidade de sua história. Paulistas, nordestinos, sulistas e demais povos daqui possuem identidade. Não existe cultura brasileira, senão um amontoado de culturas decadentes, que foram estereotipadas pelo projeto insano do Brasil pós-moderno, que são postas em um balaio e vendidas sem sucesso para um mundo ocidental que também está em crise de identidade, mas que pelo menos possui algo a ser salvo. Não, eu não quero passar vergonha com a camiseta amarela dos cultuadores de pneus ou dos representantes do "hihihi levei vantagi" (seja lá o que isso realmente queira dizer). Para que haja um sensor de unidade que não seja artificial, é necessário primeiramente acabar com os estereótipos nojentos que existem do Brasil.

Não, liberalismo nenhum vai salvar isso aqui e que se danem esses almofadinhas do MBL e afins (todos americanistas com roupinhas de patriotas).

 Não tem conserto assim, não dá pra "recomeçar do zero" assim. Quem pensa isso, não sabe o que é cultura, o que é arte... 

Eu cheguei a fazer textos sobre este tema, mas repetidas vezes desisti de postar aqui, seja por ter mantido alguma esperança no Brasil, seja por algum receio de represália de discordantes (não pertenço a nenhum grupo político pra me defender de eventuais processos ou denúncias malucas). Também não queria que me chamassem de separatista (não sou militante de nada, mas considero o separatismo como uma opção, dada a desgraça que está virando o Brasil há vários anos). Mas eu simplesmente cansei, não "tankei o Bostil" e resolvi falar algumas coisas mais pesadas.  Antes de brasileiro, me vejo primeiro como paulista, e acredito que o "sistema Brasil" só faz mal ao meu amado Estado.

Então, termino dizendo que o Brasil está em um caminho praticamente sem volta, e isso não se deve simplesmente a eleição do Lula em 2022 ou a eleição de Bolsonaro em 2018.

Só um um milagre salvará o Brasil. Lute pela sua família, pelos seus entes queridos, pelas pessoas próximas, pelos oprimidos desta distopia. Preocupe-se mais com as árvores de seu bairro do que com "as girafinhas da Amazônia"; preocupe-se mais com os miseráveis de sua cidade do que com os "índios de Hilux do Mato-Grosso". Aliás, existem tribos e quilombos aqui em São Paulo, e lá tem seres humanos também. Não é só na Amazônia que índio é gente. Não é só na Bahia que tem quilombos. Se cada região, se cada Estado seguir seu caminho respeitosamente, talvez o Brasil não se "balcanize", mas é muito difícil. Talvez o segredo da união seja justamente o fortalecimento de cada pedaço do todo. Do contrário, ou veremos uma tirania como nunca antes visto, ou veremos o colapso. 

Paulista, não se force a ouvir Chico Buarque ou Anitta pra se sentir um "estereótipo do brasileiro". Não se sinta mal por não conseguir gostar das musiquinhas de "samba carioca da seleção brasileira". Isso tudo é farsa. Não terá outro Pelé, nem outro Senna, e ninguém criará tão cedo um "novo Guarany" para chamarmos de obra nacional. Carioca, não seja o estereótipo que a mídia criou e impôs sobre sua região. Isso é loucura. 

Provavelmente não surgirá um monarca em um cavalo branco pra restaurar a monarquia, nem aparecerá nenhum Che Guevara versão "socialismo moreno brasileiro" vestido de roupinha da tropicália pra trazer algum tipo utopia socialista aburguesada à vida real. 

Neocons, Trump não chegará de disco voador para entronizar o Bolsonaro como "Rei do Texas do Hemisfério Sul" e colocar o Silas Malafaia como o Papa dos evangélicos, portando uma bandeirinha de Israel e gritando que o comunismo perdeu. 

E não, os "negros" brasileiros (que na verdade não são negros, são majoritariamente mestiços), não se unirão pra transformar o Brasil no afro-reich dos identitários da "luta de raças". Não, provavelmente não irá surgir um "afro-führer" por aqui. 

Enfim, viva no mundo real. Você não será ouvido pelo presidente, mas talvez encontre algum vereador pra cobrar um bom serviço. 

A civilização é mais importante do que qualquer nação, e nenhum projeto político deve estar acima da vida, posto que a vida vale mais do que a política. Não irei defender o Brasil como um romântico, mas também não irei atacá-lo, pois não se bate em bêbado e não se ri de um doente. Serei sim, responsável e pelo menos esperançoso.

Para um povo ver um milagre, é necessário rezar por um milagre, mas um povo que não reza por milagres, não receberá milagre algum. Mas com certeza devemos rezar pelo Brasil, pois, no final das contas, estamos no mesmo "Titanic".

Concluindo...

Para um país que nasceu como um império dê certo, é necessário que os povos que compõem este "país-império", sejam livres e que haja ao menos um objetivo em comum, que deve ser uma visão aonde a união de muitos possa ser benéfica ao todo, de modo que cada região se sinta suficiente, e ao mesmo tempo protegida pela força de um gigante que não oprime e não envergonha, mas que respeita e tem amor à história.





sexta-feira, 8 de setembro de 2023

08/08/2023: o início oficial da partilha do Brasil

 

Começou. A partilha oficial do Brasil começou. Podemos colocar a data como uma espécie de "data oficial"?: 


Tudo está claro como a luz de um dia de verão. A partilha da Amazônia (e por consequência do Brasil), está seguindo conforme planejado há muito tempo. Nunca foi teoria da conspiração. Sempre foi conspiração pura. 
A soberania do Brasil acabou.Leia: sitedoSenado

A grande mídia deixou nas entrelinhas que o que foi feito, ainda foi pouco: G1CúpuladaAmazônia

Eu poderia colocar mais links, mais informações. Mas isso aí em cima já basta, pois meu blogue já está repleto de informações e isso tudo é fácil de comprovar. 

É, nem nos piores pesadelos Dom Pedrão veria um Brasil tão destroçado...

Então, assim segue o Brasil, entre o projeto neosocialista do PT de entrega ao BRICS  e o já avançado globalismo ocidental dando muitas ordens nas "terras tupiniquins". E no final das contas... neocolônia!














História - república brasileira

Uma aula sobre a Proclamação da República do Brasil - Cláudio Zaidan. Não o admiro e não concordo com as posições dele, mas considero este á...