terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Se alguém quiser ler...

Mais um ano está acabando. Meu blogue, como sempre, segue praticamente anônimo. Não é que eu não conheça tantas pessoas ou não queira que ninguém leia. É claro que eu fiz o blogue para ser lido e visto. Mas realmente não faço questão de ter uma rede social para divulgar o que faço aqui. Até agora, falei de carros e política. Falei de história e teologia. Falei de tudo o que eu quis falar. É meu espaço, que sei que seria bem mais conhecido se eu tivesse um Instagram para ficar divulgando, por exemplo, e tudo o mais. Mas não quero. Já me bastam as dores que sinto. E já me basta a exposição a qual estou submetido diariamente. Não quero fama, não quero ser importante e não quero grana. Tudo nessa sociedade vira grana, briga ou humilhações.
Mas seguirei, com o pouco tempo que possuo, postando "coisas" aqui. Posto menos do que sei. Posto menos do que gostaria, e...
sim, até que eu gostaria de divulgar um pouco mais. Mas não muito, não muito. 
Talvez eu me dedique a postar coisas sobre carros. Gosto de música, mas já cansei-me deste meio musical. Sobre política e sociedade, já me cansei e pretendo apenas postar alguns rascunhos que comecei e que não quero deixar de terminar. Quero finalizar também algumas coisas sobre história.

É triste ver o colapso gradual de uma sociedade. É triste ver a falta de esperança. Provavelmente não irei mais ficar falando de política ou coisas do tipo. Estou de saco cheio disso tudo.

O que me sobrou? Falar sobre meu carro velho, o que possivelmemte me renderá algo por aqui mesmo. Pensei em fazer algo no YouTube, mas não tenho cabeça pra isso. Se eu fizer mesmo algo em relação a isso, será por aqui mesmo, quase que anonimamente, pois mesmo sendo público, eu sei que quase ninguém liga pra blogues a essa altura do campeonato. Se der certo, vou fazer uns "posts" sobre a minha saga com meu carro e irei atualizando. O bom é que não tem propaganda, como no YouTube, o que tornaria a série melhor pra quem se interessar (se eu fizer, é claro).  
Mas talvez eu guarde a minha história com ele só pra mim mesmo.
Quem se importa? Ninguém...


domingo, 29 de dezembro de 2024

Brasil: acabou ou há esperanças?









Não é sobre militância separatista ou ódio ao Brasil: é sobre não suportar mais a farsa e o caminho sem volta que este país está tomando. O Brasil de hoje é literalmente uma máquina de destruir vidas. 

Publiquei este meu artigo no dia 24/12/2024 e estou editando-o em 22/06/2025 atualizando algumas coisas. 

Parece impossível que o Brasil dê certo. Como se pode administrar tantos milhões de habitantes, tão diferentes entre si, em áreas tão vastas? Há, de fato, alguns países grandes. Mas vamos a verdade histórica sobre alguns países:

Rússia 

A Rússia é distópica em sua organização, e é um péssimo exemplo de país. E mesmo assim, sua área habitável é menor do que a do Brasil. A área mais "inabitável" do Brasil é mais habitável do que boa parte da Rússia e quase todo (ou talvez até todo) o Canadá. E não, o Canadá não é exemplo, não entra na conta. Sua área mais habitada não vai muito além de um território do tamanho do Chile. O resto, é gelo e floresta, e é o ideal para o país. A Rússia só existe daquele tamanho que você vê nos mapas, porque tem uma burocracia ditatorial que mantém controle e impõe-se ao mundo através de seu arsenal nuclear dos tempos soviéticos. A Rússia real,dos russos étnicos, seria bem menor do que é. Ou a Rússia se afunda em sua distopia totalitária,  ou irá, cedo ou tarde, se fragmentar em vários países.

Austrália 

A Austrália: uma grande parte do país é deserto e a Austrália está literalmente isolada do mundo, e seu vizinho maior e mais relevante, é seu irmão gêmeo (Nova Zelândia). A Austrália faz sentido de existir. A situação do Canadá é semelhante: um país enorme, mas uma população concentrada em uma só região e com a maior parte do país sendo praticamente impossível de ser densamente povoada. 

China 

A China não é exemplo de nada. É a síntese das loucuras socialistas e capitalistas, com seus povos mantidos sob a dura mão de ferro de um Estado totalitarista que em muitos aspectos lembra a droga do fascismo. Apesar disso, na média, é melhor do que o Brasil em quase tudo. E mesmo assim, parte de seu território é gelo ou deserto (ambos praticamente inabitáveis). E claro, milhões de pessoas vivem na tirania (uigures, por exemplo). De qualquer modo, a China é uma verdadeira civilização milenar, que quase sempre esteve, de algum modo, entre as grandes forças do mundo, e possui um grupo étnico predominante e um idioma próprio. Então, apesar dos pesares, a China continuará sendo a China. 

A verdade sobre o Brasil

Com uma população grande e território gigantesco, resta o Brasil. Um país gigante geralmente nasce de um projeto de império. O Império do Brasil, apesar de algumas qualidades,  fez coisas terríveis para manter alguma unidade. E a única unidade possível era através da ideia de Império,  no sentido clássico do termo. Sem a ideia de Império,  o Brasil já teria morrido bem antes de ser independente. Pois bem, o Império já morreu há mais de 100 anos. E aqui, quase tudo deu errado. Vargas fracassou; os militares americanistas fracassaram; a Nova República, social democrata em sua Constituição e um monstro na prática, fracassou igualmente. O que temos hoje é um fracasso.

A questão dos EUA

Eu não sou americanista, nem neocon ou libertário, mas eu seria desonesto se dissesse que os EUA não deram certo. Como nasceu pequeno, se organizou melhor. Depois, se expandiu de forma injusta, mas aí já é outra história. Estando perto da Europa, conseguiram vantagens comerciais. Com menos escravos, foi mais fácil resolver os problemas pós-escravidão (o Brasil sofre até hoje com as consequências das injustiças do período da escravidão). O massacre dos indígenas foi o pior capítulo de sua história, infelizmente, mas o sangue indígena está de volta pela imigração (justiça divina?) e os mexicanos estão literalmente salvando a economia e a taxa de natalidade por lá. 
De qualquer modo, durante a história, os EUA conseguiram se organizar de forma minimamente descente, e, apesar dos erros terríveis cometidos interna e externamente, vale a pena, para o os Estados dos EUA, a luta pela unidade. É o típico caso do "ruim deste jeito, pior de outro". Há boas esperanças para o futuro dos EUA. Descentralizados, eles mantém um equilíbrio e possui uma unidade minimamente saudável. Não queiramos comparar os EUA com o Brasil. Não dá mais. Seria covardia (digo isso com certa tristeza). 

E por fim...

Talvez eu tivesse que escrever um livro pra provar minha visão. Mas não quero perder tempo explicando o óbvio.

Os povo oprimidos: todos estão oprimidos no Brasil e isso pode explodir um dia. 
Este mapa fará cada vez mais sentido se nada de muito bom acontecer (um milagre que salve o Brasil), ou se, simplesmente, uma tirania unionista não surgir para impedir o caos total.
    
Amazônia 

A Amazônia é tão grande que parece um país por si só e parte do mundo já percebeu. E não faz sentido nenhum achar que o Brasil atual irá simplesmente conter os avanços das potências em direção da tomada e/ou controle da Amazônia, sejam avanços chineses ou ocidentais. Se a OTAN espirrar, o Brasil acaba. Não temos condições de conter o atual avanço internacional sobre o Brasil. O Brasil continua fracassando em cuidar da Amazônia. 

No Nordeste, se de lá sair 1 país um dia, já há diversidade suficiente para regionalismos separatistas, mas nada que não seja contornável, pois há uma certa unidade de vontade de uma identidade nordestina facilmente visível, apesar de claras diferenças regionais. No mais, os nordestinos em geral são amáveis com a ideia de um Brasil unido e pacífico. Como descendente de nordestinos, aprendi isso pessoalmente. De qualquer modo, o Nordeste do Brasil possui vida própria. 

O Sul está mais cansado do Brasil, e a maioria dos sulistas não acharia ruim se o Sul se tornar um país livre da máfia de Brasília. E quem sou eu pra dizer pra um sulista que as vontades indepedentistas deles são erradas? Eu não sou sulista, sou paulista e entendo eles. 

Questão Paulista: 

O conceito da Paulistânia é muito interessante. São Paulo, partes do Paraná, Minas Gerais inteiro são literalmente herdeiros e parte de uma mesma cultura, a cultura caipira. E talvez até o extremo sul da Bahia (de cultura mineira) e partes do Espírito Santo e Mato Grosso do Sul e de Goiás são parte da Paulistânia.
O fato é que, mesmo apenas São Paulo, que é um Estado com uma população quase igual a da Argentina e um PIB maior do que o da república dos hermanos, é totalmente capaz de se tornar um país, se o Brasil colapsar de vez. Aliás, São Paulo é mais ou menos do tamanho do Reino Unido e eu não tenho dúvidas de que, se fosse um país, simplesmente mantendo  seu território atual, daria muito certo. 

O que "sobra na conta"? A máfia de Brasília, o Projaquistão do Rio de Janeiro e a máfia do dendê, de Salvador. 

Como paulista, me sinto um escravo dessa máfia de pseudo-cultura enfiada goela abaixo do povo paulista, como se nós tivéssemos que engolir o "bundalelê" da máfia do Dendê, como se o fato de termos forte influência nordestina na capital fosse suficiente para não termos nossa identidade. Na verdade, o nordestino de São Paulo é justamente o nordestino que rejeitou o jugo do coronelismo. E claro, o paulista descendente de nordestinos é tão paulista quanto os velhos caipiras do interior, os caiçaras do litoral e os filhos da Itália que estão em toda a Paulistânia. São Paulo já é diversa o suficiente. Muitos povos formaram São Paulo. Mais do que isso, é loucura. Não tem como existir um Brasil socialmente saudável sem uma ampla liberdade para as diversas regiões e Estados do país.

Em suma, se o brasileiro na média trabalha quase metade do ano pra sustentar Brasília, o paulista trabalha mais, e é mais escravo ainda deste sistema, pois manda quase todos os seus impostos para o Estado monstruoso brasileiro. E o pior: a grana não vai pra sustentar o nordeste, isso é uma falácia, pois, se a grana fosse, o nordeste seria uma Suíça. A grana vai é quase toda pra corrupção e benesses dos políticos e isso já está provado. Ou se criar um projeto de um país justo e com uma Brasília que represente a todos de forma real, ou nenhum discurso unionista adiantará.

Dito isso, eu afirmo que o Brasil se tornou insuportável. Nenhum federalismo salvará isso aqui sem um esforço gigantesco. 

Não romantizem essa amostra grátis do inferno, de Bolsonaros, Lulas, Temers e afins. Somos a vergonha do mundo. Até os falidos argentinos riem da incivilização daqui (aliás, é uma vergonha a Argentina não ser um país de primeiro mundo, tendo tanta riqueza e território). Os africanos se escandalizam com o hedonismo, os europeus nos olham como escória sem identidade (em parte estão certos, infelizmente, pois só vêem a propaganda do "bundalelê"). Os chineses nos olham como um fazendão (neocolônia). Os norte-americanos não sabem se somos "latinos", "africanos da América" ou qualquer outra coisa que não condiz com a realidade. E a culpa não é deles, é do próprio Brasil. É claro que a elite dos EUA sabe como realmente é o Brasil.

Paraguaios possuem identidade;
Cubanos possuem identidade; Indonésios possuem identidade. O mundo quase todo possui. Até mesmo a Rússia possui ao menos um grupo étnico majoritário que dá algum sentido ao menos para uma parte daquela loucura que hoje é dominada por Putin e seus aliados. Já o Brasil, vive sua maior crise de identidade de sua história. Paulistas, nordestinos, sulistas e demais povos daqui possuem identidade. Não existe cultura brasileira, senão um amontoado de culturas decadentes, que foram estereotipadas pelo projeto insano do Brasil pós-moderno, que são postas em um balaio e vendidas sem sucesso para um mundo ocidental que também está em crise de identidade, mas que pelo menos possui algo a ser salvo. Não, eu não quero passar vergonha com a camiseta amarela dos cultuadores de pneus ou dos representantes do "hihihi levei vantagi" (seja lá o que isso realmente queira dizer). Para que haja um sensor de unidade que não seja artificial, é necessário primeiramente acabar com os estereótipos nojentos que existem do Brasil.

Não, liberalismo nenhum vai salvar isso aqui e que se danem esses almofadinhas do MBL e afins (todos americanistas com roupinhas de patriotas).

 Não tem conserto assim, não dá pra "recomeçar do zero" assim. Quem pensa isso, não sabe o que é cultura, o que é arte... 

Eu cheguei a fazer textos sobre este tema, mas repetidas vezes desisti de postar aqui, seja por ter mantido alguma esperança no Brasil, seja por algum receio de represália de discordantes (não pertenço a nenhum grupo político pra me defender de eventuais processos ou denúncias malucas). Também não queria que me chamassem de separatista (não sou militante de nada, mas considero o separatismo como uma opção, dada a desgraça que está virando o Brasil há vários anos). Mas eu simplesmente cansei, não "tankei o Bostil" e resolvi falar algumas coisas mais pesadas.  Antes de brasileiro, me vejo primeiro como paulista, e acredito que o "sistema Brasil" só faz mal ao meu amado Estado.

Então, termino dizendo que o Brasil está em um caminho praticamente sem volta, e isso não se deve simplesmente a eleição do Lula em 2022 ou a eleição de Bolsonaro em 2018.

Só um um milagre salvará o Brasil. Lute pela sua família, pelos seus entes queridos, pelas pessoas próximas, pelos oprimidos desta distopia. Preocupe-se mais com as árvores de seu bairro do que com "as girafinhas da Amazônia"; preocupe-se mais com os miseráveis de sua cidade do que com os "índios de Hilux do Mato-Grosso". Aliás, existem tribos e quilombos aqui em São Paulo, e lá tem seres humanos também. Não é só na Amazônia que índio é gente. Não é só na Bahia que tem quilombos. Se cada região, se cada Estado seguir seu caminho respeitosamente, talvez o Brasil não se "balcanize", mas é muito difícil. Talvez o segredo da união seja justamente o fortalecimento de cada pedaço do todo. Do contrário, ou veremos uma tirania como nunca antes visto, ou veremos o colapso. 

Paulista, não se force a ouvir Chico Buarque ou Anitta pra se sentir um "estereótipo do brasileiro". Não se sinta mal por não conseguir gostar das musiquinhas de "samba carioca da seleção brasileira". Isso tudo é farsa. Não terá outro Pelé, nem outro Senna, e ninguém criará tão cedo um "novo Guarany" para chamarmos de obra nacional. Carioca, não seja o estereótipo que a mídia criou e impôs sobre sua região. Isso é loucura. 

Provavelmente não surgirá um monarca em um cavalo branco pra restaurar a monarquia, nem aparecerá nenhum Che Guevara versão "socialismo moreno brasileiro" vestido de roupinha da tropicália pra trazer algum tipo utopia socialista aburguesada à vida real. 

Neocons, Trump não chegará de disco voador para entronizar o Bolsonaro como "Rei do Texas do Hemisfério Sul" e colocar o Silas Malafaia como o Papa dos evangélicos, portando uma bandeirinha de Israel e gritando que o comunismo perdeu. 

E não, os "negros" brasileiros (que na verdade não são negros, são majoritariamente mestiços), não se unirão pra transformar o Brasil no afro-reich dos identitários da "luta de raças". Não, provavelmente não irá surgir um "afro-führer" por aqui. 

Enfim, viva no mundo real. Você não será ouvido pelo presidente, mas talvez encontre algum vereador pra cobrar um bom serviço. 

A civilização é mais importante do que qualquer nação, e nenhum projeto político deve estar acima da vida, posto que a vida vale mais do que a política. Não irei defender o Brasil como um romântico, mas também não irei atacá-lo, pois não se bate em bêbado e não se ri de um doente. Serei sim, responsável e pelo menos esperançoso.

Para um povo ver um milagre, é necessário rezar por um milagre, mas um povo que não reza por milagres, não receberá milagre algum. Mas com certeza devemos rezar pelo Brasil, pois, no final das contas, estamos no mesmo "Titanic".

Concluindo...

Para um país que nasceu como um império dê certo, é necessário que os povos que compõem este "país-império", sejam livres e que haja ao menos um objetivo em comum, que deve ser uma visão aonde a união de muitos possa ser benéfica ao todo, de modo que cada região se sinta suficiente, e ao mesmo tempo protegida pela força de um gigante que não oprime e não envergonha, mas que respeita e tem amor à história.





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