sábado, 8 de outubro de 2022

Documentário: "A História Soviética" - The Soviet Story

A história não pode ser deixada de lado. Recomendo à todos. A história da URSS, sem "filtros". Assista: 








Red Bull, o culto ao touro e o paganismo egípcio

"25.Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!" Romanos 1,25

Hora de falar sobre o antigo culto ao touro e a estranha coincidência entre a famosa empresa de energéticos e esportes e o culto pagão egípcio ao "touro de Ápis".


Primeiramente, é preciso conhecer o culto pagão. Quem gosta de história ou ao menos conhece um pouco sobre o Velho Testamento, sabe que o Egito foi por muito tempo um dos principais império da Antiguidade. A civlização egípcia e seus valores, mesmo após seu declínio, continuou tendo grande importância na história e até hoje serve de inspiração para muitos grupos religiosos e culturais, e influencia até mesmo governos. Só para ilustrar, dois exemplos: 


Sede da AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz) em Curitiba. Está claro qual é a fonte inspiradora de quase todas as "escolas místicas": o Egito Antigo.

E sobre governos... esta reportagem fala sobre toda cerimônia que aconteceu  novo museu egípcio . Ora, em todo mundo civilizado se guarda o patrimônio histórico com fins didáticos, turísticos, antropológicos, etc. Mas é realmente estranho o fato de ter sido feita uma cerimônia repleta de simbolismo e com direito até orquestra e gastos astronômicos em pleno Egito moderno, cuja população é majoritariamente islâmica e ainda possui uma significativa e tradicionalíssima comunidade cristã. Este evento merece um artigo a parte, mas eu resolvi dar este exemplo para chegar no tema central deste meu texto: as estranhas coincidências entre o velho culto egípcio e a Red Bull. 
Como uma pessoa ligada as ciências humanas e as artes (sou músico), penso ser pertinente dizer que "nada se cria, tudo se copia", mas que, em muitos casos, muitos "símbolos universais" são transformados, ou simplesmente usados por diferentes culturas e/ou religiões muitas sem intenção de copiar. É mais ou menos como quando uma banda de rock faz uma melodia semelhante a algum trecho de alguma música de um outro artistas sem ter a intensão de copiar. Acontece, ué. 
Mas neste caso, não parece ser apenas uma coincidência. 
Primeiro, vamos ver duas simples imagens para depois vermos uma análise mais aprofundada. 


Qualquer desavisado dirá: "Pare de caçar pêlos em ovos, isso é papo de teórico da conspiração". 
Pois bem, vamos então descobrir o que curiosamente une tudo isso? 

Vamos por ordem cronológica. Primeiramente, é preciso ler o básico sobre o "culto ao touro". 
Agora, vamos saber qual é a inspiração da moderna e famosa multinacional dos esportes e dos energéticos. Red Bull logo - significado. Os demais links do texto eu recomendo ver só depois de terminar de ler este meu artigo.
Existem muitas outras fontes, é claro. A partir daqui, você poderá buscar mais fontes e tirar suas conclusões. 

Quem estuda simbolismo e religião e leu o texto sobre o culto ao touro, já deve ter entendido as referências, mas eu vou colocar alguns pontos no mínimo curiosos. Não irei detalhar muitas coisas. Apenas ligue alguns pontos, já será suficiente. 
No velho culto pagão, há um extenso simbolismo, mas mantenha-se concentrado nos principais pontos, que deixam tudo mais fácil para se compreender, já que são pontos em comum com a multinacional que fogem (e muito) da mera coincidência:

O culto a força, a energia, fertilidade e ao sol, que estão claramente representados na merca e que logicamente tem inspiração egípcia. Várias empresas, sobretudo ligadas aos esportes, possuem fontes iniciáticas (maçônicas, rosacrucianas, teosóficas, etc). Podemos ver na Red Bull o culto idólatra ao touro, ao sol, a idolatria do "bios", tão comum aos romanos, gregos e egípcios. As civilizações mais antigas, da Mesopotâmia e do Egito influenciaram muito os gregos, que são os "pais" dos romanos. Este culto idolátrico das energias vitais, da natureza, dos esportes, dos jogos olímpicos, da transformação do futebol (dando o exemplo do maior esporte) em uma verdadeira religião, está muito longe de um visão cristã do que é o esporte. Pra ser mais justo, digo que está longe também da visão monoteísta de mundo (islâmica, judaica, etc.), não só da visão cristã.

Até aonde vai uma coincidência? 

Você sabe qual foi a data oficial do nascimento do novo clube de futebol da Red Bull no Brasil, que surgiu da aliança entre a empresa Red Bull e o clube do Bragantino, em SP? Dia 23/04/2019. Aí você pensa: e daí? Aí eu respondo: bom, esta data está dentro do período que, segundo a astrologia, é regido pelo signo de touro. Veja a notícia: Red Bull Bragantino
Signo de touro: entre 21/04 e 20/05. Coincidência? 

Um pouco mais sobre o tema mundo afora:


Touro de Wall Street : Nova Iorque, EUA


Acredita-se que tocar nos testículos do Touro de Wall Street é algo benéfico e que traz sorte, dá força, etc. Mas estamos falando do Antigo Egito pagão ou dos EUA, um país cuja maioria da população é declaradamemte cristã? Tanto no Egito moderno, quanto nos EUA, que são países de populações monoteístas,o paganismo cresce a cada dia mais.

2021 é o ano do Boi no horóscopo chinês: 



Já vistes o "touro de Xangai?" 

https://www.istockphoto.com/br/foto/xangai-carregamento-touro-est%C3%A1tua-gm512692920-87267211

O que se diz é que os chineses o criaram como um modo de provocar a elite financeira dos EUA. Vai saber...

O culto aos animais é algo muito antigo e presente na história humana, e atualmente ganha cada vez mais força. Dia após dia, vemos símbolos cristãos sendo deixados de lado, dando lugar a velhos símbolos pagãos, que voltam com uma nova "roupagem", com nomes de "marketing", bonitos, chamativos, emocionalmente atraentes. Engana-se quem pensa que apenas na Índia, cuja maioria da população é pagã, que se cultua animais. Não é de uma hora pra outra que uma sociedade muda totalmente. Muitas mudanças são lentas e graduais, e só os mais atentos conseguem ver como o trem da história vai mudando o seu caminho. 

Grandes empresas, centros de mídia, associações esportivas e até mesmo governos, estão na maioria das vezes trabalhando, de forma voluntária ou não, em um projeto maior de sociedade, de civilização. Enfim, estão culturalmente inseridos em um contexto pagão de modo de viver. Depois de anos estudando, fica bem mais fácil perceber que nem tudo o que reluz é ouro, e que nem tudo (ou quase nada...) é coincidência. 

Muitas das bases da atual civilização ocidental estão na Renascença, uma época de busca do resgate de valores pré cristãos, pagãos, que estão na Antiguidade, tanto da Roma pagã, quanto da Grécia ou no Antigo Egito.
 Principalmente a partir do Século XX, sociedades místicas gnósticas e pagãs se tornaram muito mais relevantes do que é dito na grande mídia e até mesmo nos meios acadêmicos. A Nova Ordem Mundial ocidental é profundamente influenciada pelo gnosticismo e também pelo velho paganismo dos antigos povos pré-cristãos.  Não vivemos em uma sociedade cristã. Vivemos em uma sociedade pagã, e eu não tenho dúvida alguma em relação a isto. Valores, simbolismos, aspectos culturais, morais, etc, tudo cada vez mais paganizado. 

Se você gostou das informações que coloquei aqui e deseja se basear no texto para divulgar algo, por favor, dê os devidos créditos, coloque o link do blogue. Não viso o lucro, apenas prezo pela honestidade. Eu sempre coloco minhas fontes aqui.

Concluindo...
É claro que meu objetivo não é caluniar e nem desrespeitar ninguém e muito menos ganhar dinheiro, pois meu blogue nem é "monetizado". 
Também seria burrice ver paganismo em qualquer logotipo, símbolo ou nome de cidade. Mas alguns casos (ou muitos...) merecem uma atenção maior. O que coloco aqui tem uma visão cristã, católica. Não é pecado utilizar imagens animais como símbolo de força, coragem, alegria, beleza, etc. No Templo de Salomão havia esculturas de bois, de querubins, etc. A simbologia cristã está repleta de bandeiras com animais, árvores e símbolos naturais. 
O problema começa quando se coloca a criatura no lugar do criador. Uma pessoa não está fazendo algo errado quando coloca um touro ou um leão no logotipo de sua empresa, de sua associação cultural ou clube de futebol, mas deve-se tomar cuidado para não tomar um caminho equivocado. Não foi Deus quem criou os animais? Sim, foi Ele. Não foi um maçom que fez o bode. Foi Deus. Então, que saibamos diferenciar o que é correto do que é errado.
Não dá pra negar a realidade, existe um "submundo oculto", aonde coisas acontecem e o povo não fica sabendo. Fiquemos atentos e não sejamos idólatras. 

 



Bíblia, Apocalipse e escatologia


 ✝️ A escatologia é muito importante para todos nós. Através da escatologia, podemos entender melhor a história do mundo. Só é possível entender o livro de Apocalipse entendendo o livro de Daniel. 

O que me motivou a fazer este texto:
Talvez você se identifique comigo em alguns pontos. Por anos a fio, busquei diversas interpretações sobre o Apocalipse, e a minha primeira tentativa de estudar o livro quando eu tinha entre 13 e 14 anos, dentro de uma visão milenarista, futurista, pentecostal, que foi a visão à qual tive acesso na época. Durante a minha vida busquei diferentes estudos e interpretações possíveis, mas foi só depois de dar a devida atenção ao estudo da disciplina de História, aliada ao estudo da escatologia que eu realmente pude entender o sentido de Apocalipse.

Milhares e milhares de pessoas estão sendo enganadas sobre escatologia. Infelizmente, a educação no Brasil é péssima, e além disso, existem muitas seitas espalhando ideias erradas no Brasil. Alguns fatos que devemos considerar:

1🔸 Existe uma verdadeira "máquina" de espalhar mentiras sobre religião no Brasil, que certamente é fomentada por ignorância e desonestidade. Foram poucos os que trouxeram essas pseudo-teses escatológicas ao país, mas com o tempo, depois de sólida divulgação dessas mentiras, foi-se aos poucos se formando naturalmente no pais uma espécie de sub-cultura em torno disso tudo, de modo que muitas pessoas (muitas delas inteligentes e com relativa formação educacional) passaram a divulgar essas loucuras escatológicas de modo descontrolado, de tal modo que os estudiosos sérios ficaram na marginalidade, como se fossem eles os "malucos". 

2 🔸Em uma sociedade cheia de pobreza, violência e degeneração moral, muitas pessoas entram em desespero, e acabam por buscar por soluções simples para os flagelos do mundo pós-moderno, profundamente anti-cristão e impiedoso. É muito reconfortante acreditar que estamos nos últimos dias da história e que todas as profecias do livro de Apocalipse irão se cumprir em pouco tempo, mesmo que o próprio livro já comece afirmando que as profecias iriam se cumprir nos tempos em que o livro foi escrito. As pessoas se sentem importantes, especiais na história humana, quando acreditam que estão vivendo os dias mais relevantes da história. Isso tudo ganha um enorme significado para quem percebeu que vivemos uma época sem esperanças e extremamente injusta. 
Os que acabam caindo neste engano são majoritariamente protestantes e evangélicos, que, antes de serem doutrinados na "Teologia do Medo", já foram devidamente inseridos em uma visão de mundo profundamente anti-católica, irracional e emotiva, além de ignorante em relação a política, história e relações humanas em geral. Em um país cada vez mais dividido, o que realmente acontece é que sem perceber, estes cristãos acabam por seguir um processo de confrontos: uma espécie de agenda de ódio entre cristãos, do desespero e da divisão social do "nós contra eles", dos "acordados" que sabem das verdades profundas do mundo contra os "burros", manipulados pelo "sistema". Enquanto isso, a sociedade vai se dividindo, e a cada vez que um novo "profeta do apocalipse" falha em suas previsões, em cada momento em que as teses conspiratórias malucas falham, os cristãos vão perdendo as esperanças, sendo que muitos deixam de ser cristãos e adotam o ateísmo ou outras crenças, e outros acabam com problemas psicológicos, psiquiátricos, tendo muitas vezes atitudes de violência contra os próximos ou contra eles mesmos. Não são poucos os casos. 
Mas há esperanças. Aliás, o Apocalipse (que significa revelação), é um livro que transmite sobretudo a esperança. 😊

.🖋️ Este estudo possui  fontes diversas retiradas da internet. As fontes que não foram retiradas da internet, são as notas e explicações de rodapé e as introduções explicativas acerca dos livros de Daniel e Apocalipse que estão na Bíblia de Aparecida, 13° edição, de 2016 e da Bíblia Nova Pastoral, de 2014. Os textos bíblicos foram majoritariamente retirados da Bíblia Ave Maria, deste aplicativo:  Bíblia Sagrada

 📖 A Bíblia Nova Pastoral, que é criticada por algumas pessoas, possui uma abordagem geral de cunho ecumênico-cristã (para protestantes, evangélicos, católicos e demais grupos cristãos), tem muitos momentos comentários de inspiração progressista, com um viés mais politizado, mas nos livros de Apocalipse e de Daniel, não há nenhum comentário ou abordagem que tenha algo de herético, sem validade histórica ou com conteúdo anti-cristão.

📖 A Bíblia Ave Maria, versão em português da tradução bíblica dos monges de Maredsous (Bélgica) é largamente utilizada por estudiosos, evangelistas, catequistas e teólogos em geral, e possuí comentários e explicações fáceis de se entender e sem nenhum tipo de polêmica, com uma linguagem mais formal, mas sem ser complexa. Eu não coloquei aqui nenhum trecho explicativo desta bíblia, mas já estudei com suas úteis explicações. 

 📖 Já a Bíblia de Aparecida, possui uma linguagem popular, de fácil entendimento e foi traduzida pelo padre José Raimundo Vidigal. Veja a explicação retirada da apresentação desta bíblia: 
"A tradução dos textos originais foi feita pelo Pe. José Raimundo Vidigal, o que dá maior unidade na linguagem e no estilo e facilita o entendimento da Palavra de Deus. Neste trabalho, ele não deixou de consultar e ouvir outros especialistas em Sagrada Escritura".

Para facilitar e não deixar este estudo muito longo, coloquei partes das explicações de forma resumida, ou seja, não irei citar todos os trechos completos, com aspas, etc. Se eu fosse citar tudo como se fosse em um trabalho acadêmico, eu teria que fazer um livro, pois ficaria tudo muito extenso e este não é o objetivo deste texto nem do meu blogue. Você poderá conferir tudo nas fontes e comprovar que em nada as adulterei, apenas resumi para tornar a sua compreensão mais fácil para todos os públicos. O blogue não possui "monetização" e eu não tenho e nem terei nenhum ganho financeiro com o que aqui coloco. Colocarei, na íntegra, algumas explicações com os devidos créditos e no final, o que há de mais importante no sobre o Juízo Final, de forma completa. 
Dito isto, recomendo que você leia os livros de Daniel e Apocalipse nas bíblias que recomendei para comprovar que em nada adulterei os textos. Desta forma, você irá se aprofundar no tema e conseguir fazer um estudo melhor. 

As 3 versões da Bíblia Sagrada aqui citadas possuem ótimas explicações sobre os contextos históricos dos livros, além de serem amplamente aceitas como fontes seguras para explicações acerca da escatologia bíblica.  
Infelizmente existem inúmeras teorias, das mais malucas possíveis, sobre o livro de Apocalipse. As visões futurista e milenarista estão erradas, e você irá entender quando terminar essa leitura. 

 Espero que este meu resumo explicativo de importantes partes de Apocalipse e Daniel possa ajudar a esclarecer dúvidas e principalmente a tirar da ignorância e do desespero, pessoas que ingenuamente acreditam em teorias conspiratórias sobre as Sagradas Escrituras.
Repare que há certas diferenças entre a Bíblia Nova Pastoral e a Bíblias de Aparecida em relação ao método de se estudar o Apocalipse, mas isso não muda a interpretação correta do livro, pois, como está escrito, nenhuma interpretação pessoal pode ser feita em relação as escrituras:  

20.Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.
21.Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus. 2 Pedro 1:20-21

Ainda sobre as fontes: você irá encontrar várias fontes no decorrer das explicações, mas eu recomendo você vê-las somente após terminar a sua leitura por aqui, pois assim você irá ler o texto e depois se aprofundar ou simplesmente conferir as fontes que aqui citei. Citar um texto ou um site não significa dar adesão total ao texto ou ao site. Então, tem aqui fontes diversas e às vezes discordantes entre si em alguns pontos. Entenda isso. Caso algum link não abra, será por algum problema dos sites ou algo semelhante. Conferi os links das fontes no dia 01/12/2021. 

Então, vamos lá! 

Apocalipse: esperança e resistência (introdução sobre o livro de Apocalipse, da Bíblia Nova Pastoral, edição de 2014)

"Apocalipse" quer dizer "revelação". É o sentido principal deste livro: uma grande revelação, principalmente através de visões, comunicada a um profeta de nome João, e por ele transmitida a sete comunidades da Ásia Menor, região anteriormente evangelizada pelo apóstolo Paulo. O profeta se encontra numa ilha, talvez aprisionado, no fim do séc. I. Com seu escrito, busca animar essas comunidades, que provavelmente viviam algum tipo de perseguição, insistindo por isso na esperança que devem cultivar e na resistência que precisam manter.

Esperança em quê? Na vitória de Jesus, que está presente em meio aos seus: é a garantia de que os poderes do mal e da injustiça não terão a última palavra. Resistência a quê? A todas as propostas que fragilizem a fé no Ressuscitado, a quem Deus confiou a revelação sobre o sentido da história. Na época do livro, tais propostas se mostravam principalmente através da propaganda imperial, que levava os povos dominados por Roma a se submeterem, reconhecendo o imperador romano como Deus. Ao contrário de outros grupos, que viam como possível uma composição entre fidelidade a Jesus e a lealdade ao império, a mensagem de João é radical: aderir à religião do imperador implica aceitar o sistema político e econômico perverso, que transforma gente em mercadoria, como se lê no cap. 18. Trata-se do mesmo sistema que crucificou Jesus. Consequência: não é possível servir a dois senhores. 

Para animar as comunidades na esperança e na resistência, a mensagem comunicada através de João lhes oferece riquezas de variada ordem: apresenta-lhes a visão do céu e do trono de Deus, com a liturgia que ali se celebra ao Juiz três vezes Justo e Santo. Ao mesmo tempo, expõe critérios, através de imagens, figuras, sinais, a maioria deles já conhecida dos livros da Escritura judaica. Isso para que as comunidades possam captar a dinâmica da história, convencer-se de que ela está nas mãos de Deus e de seu Messias, e de que o domínio arrogante do império e das forças do mal não deve iludir a ninguém. A posição radical do Apocalipse é uma chave de leitura importante, para guiar as comunidades cristãs de todos os tempos desafiadas pelas seduções e armadilhas dos impérios que teimam em se reproduzir na história. 

 Esquema do livro. Cap. 1: Prólogo, que indica o conteúdo e traz a saudação geral às comunidades, apresenta a missão do profeta animada com a certeza da vitória de Jesus Ressuscitado. Caps. 2-3: Primeira parte, com mensagens as sete comunidades, cujas virtudes e limitações são apontadas, para chamá-las ao compromisso. Caps. 4-11 e 12,1-22,5:  Segunda parte, com revelações sobre o poder e o julgamento de Deus, de compreensão mais difícil; as notas indicam uma forma de ler estes textos dividindo-os basicamente  em dois blocos. Cap. 22, 6-21: Conclusão, que insiste na confiança quanto ao retorno de Jesus e no compromisso de adesão a fé: seguir a Jesus é testemunhá-lo no cotidiano, sem temer as hostilidades que possam acontecer. 

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O Templo de Jerusalém: o "Templo de Salomão" 

                        Imagem:  Wikipedia

🕎 O Templo de Jerusalém é muito importante na história. Foi construído em 970 A.C. O segundo templo foi construído após o regresso do cativeiro babilônico. Ficou erguido entre 515 A.C até 70 D.C. No século II A.C, o templo foi profanado por Antíoco IV Epífanes. Em 70 D.C, o templo foi destruído, e o livro de Apocalipse fala bastante dos eventos dessa época. Jerusalém possuía uma população de mais ou menos 25 mil habitantes, sendo que Israel possuía por volta de 600 mil. A cidade foi alvo de terríveis ataques de Roma, capital do império. Para se ter uma ideia do poderio romano, somente a capital, Roma, possuía cerca de 1 milhão de habitantes. Roma era militarmente imbatível.

Agora, um pouco sobre o livro de Daniel:

O livro de Daniel foi escrito no segundo século A.C (antes de Cristo), por volta de 165 A.C. Daniel, era jovem quando foi deportado para a Babilônia por volta de 597 A.C, nos tempos do rei babilônico Nabucodonosor. 

Já o livro de Apocalipse, foi escrito por volta do ano 60 D.C (depois de Cristo), e segundo a tradição cristã, sua autoria é de São João Apóstolo. Ele estava preso, provavelmente em regime de trabalho escravo, já idoso, na ilha grega de Patmos, que era parte do Império Romano. No livro, ele dedica 7 cartas para 7 "igrejas da Ásia", que na época eram parte da região grega do Império Romano. Hoje em dia, a região pertence a Turquia. 

                                     pinterest

🧐 Fatos históricos são fatos históricos, não há discussão teológica catolicismo x protestantismo, ou seja, são consenso, afinal de contas, fatos são fatos. No mais, as semelhanças entre interpretações são bem claras. Obviamente divergem de loucuras advindas de meios pentecostais e neopentecostais, milenarismos e doutrinas afins, sem bases em história, teologia séria ou exegese. É justamente manipulando as narrativas que se constrói a maldita Teologia do Medo. 😰

Os adeptos da Teologia do Medo, tanto os manipuladores quanto os manipulados, vivem a espalhar a história da "volta iminente de Cristo".
Mas foi Ele mesmo quem disse que não podemos saber o momento da volta final Dele. 
 Pois bem, apenas este trecho da Bíblia os refuta: 

36.Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai.
37.Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem.
Mateus 24,36-37 

Isto serve para aquela época, a profecia da queda de Jerusalém, mas também serve para o final de tudo, pois sabemos que haverá um "final da história", quando Cristo Jesus fará seu retorno final. É óbvio que um dia haverá o Juízo Final e a volta de Nosso Senhor, mas não sabemos a hora. Também é óbvio que a cada dia que passa, fica mais perto. Mas como está escrito, 1 dia para Deus é como se fossem 1000 anos para nós:

8.Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia.
II Pedro 3,8.

Não precisa pensar que são 1000 anos literais, pois cada parte da Bíblia tem seu contexto, e certos números são de referência para mostrar que 1 ano para Deus é como se fosse uma "era inteira" para os humanos, ou seja, várias e gerações. Não estou afirmando que 1000 anos humanos não possam ser 1000 anos para Deus, mas sim que no Apocalipse, João não faz alusão a 1000 anos literais. 

A volta de Nosso Senhor Jesus Cristo pode demorar bastante, ou nem tanto. Só Deus Pai sabe. Então, vamos parar de desespero. Até porquê a mensagem de Apocalipse é sobretudo de esperança, e não de medo. 

Pronto, agora você sabe que não devemos entrar em desespero, pois é algo determinado diretamente por Deus, e Ele sabe o que é melhor para nós. 😊

Quando Jesus Cristo profetizou que não passaria aquela geração sem que aquelas profecias se cumprissem (o Apocalipse está neste contexto), ele estipulou por volta de 40 anos, pois uma geração, segundo a Bíblia, dura quarenta anos:

13.E o Senhor, irado contra Israel, fê-lo errar pelo deserto durante quarenta anos, até que se extinguisse toda a geração que tinha feito o mal aos olhos do Senhor. (Números 32,13)

Nosso Senhor alertou aquela geração sobre o que acorreria em breve, e nos dá também um alerta para todos os tempos, pois até que ele retorne definitivamente, passaremos por aflições neste mundo. 


                                  Daniel 
Imagem: "A Resposta de Daniel ao Rei", por Briton Rivière, 1892.

Relações entre as profecias de Daniel e Apocalipse

Daniel alcançou posição notável na côrte do rei, interpretando os sonhos de Nabucodonosor. Este livro é o documento mais importante da apocalíptica do Antigo Testamento e é referência para a compreensão do Novo Testamento. Dos capítulos 7 ao 12, há 4 visões, das quais a mais importante é a das 4 feras, símbolo de 4 reinos. O episódio do sonho de Nabucodonosor está no capítulo 2. 
Fonte da imagem: pinterest

A estátua representava os seguintes impérios: 

🔹Babilônia; 
🔹Média ( medo-persas);
🔹Pérsia;
🔹Mecedônia/Grécia (greco-macedônicos).

Em Daniel 7, há a visão dos 4 animais. Eles representam os mesmos 4 impérios simbolizados na estátua. 
Imagem: Hans Holbein the Younger

Os animais e os impérios: 

🔹Leão: Império Babilônico
🔹Urso: Império Medo
🔹Leopardo: Império Persa
🔹"Fera medonha": Império Greco-Macedônico 

Sobre Daniel 7,14: O Reino de Deus será estabelecido sobre as ruínas dos reinos terrestres e dará cabo do sofrimento dos justos. 

Sobre Daniel 8: a visão do carneiro e do bode, se refere ao império de Alexandre Magno (Alexandre o Grande), dividido em 4 partes quando ele morreu. A atenção desta visão se volta para a história desde o período persa até o domínio grego. Assim, o carneiro pode ser entendido como os reis da Média e da Pérsia, e o bode simbolizando Alexandre Magno, que reinou entre 336 e 323 A.C. 

Em 167 A.C, Antíoco IV Epífanes colocou no Templo de Jerusalém uma estátua de Júpiter, e obrigou os judeus a lhe oferecerem sacrifícios.
Em 169 A.C, o mesmo Antíoco já havia obrigado seus súditos a participar do culto ao deus Baal Shamém, identificado com o deus grego Zeus Olimpo (Júpiter para os romanos), do qual Antíoco se considerava a manifestação (Epífanes = deus manifestado). 

Uma vez entendidos determinados propósitos proféticos do livro de Daniel, vou agora diretamente ao livro de Apocalipse, explicando melhor os principais pontos de encontro entre os dois livros e os propósitos do último livro da Bíblia. 


                              Apocalipse 

O gênero apocalíptico é uma espécie de profecia muito comum na Bíblia, desde Ezequiel, Zacarias e Daniel. No Novo Testamento também existem trechos de caráter apocalíptico, como em Mateus 24 e 1 Ts 4, 13-18. Em Apocalipse, as mensagens são transmitidas em forma de visões fantásticas. Quase tudo tem valor simbólico: animais, partes do corpo, números, cores, objetos, e o autor vive em tempos de perseguição, crise e apostasia. A situação da época é descrita de maneira velada. O Apocalipse visa dar esperança, coragem para todos, anunciando o triunfo final de Deus. Ele é o Senhor da história. 

⚠️ - Alguns eventos que ocorreram naquela época repleta de violência, catástrofes e grandes acontecimentos: 

▪️Incêndio em Roma nos tempos de Nero;
▪️Revolta dos judeus e destruição de Jerusalém;
▪️Eurupção do vulcão Vesúvio, na Península Itálica ;
▪️Perseguição contra os cristãos.

Não é útil querer encontrar no Apocalipse um calendário do futuro, com predições sobre as várias fases da história. O livro fala  da época do autor, mas esta é tomada como modelo de todas as outras. 

As profecias do livro de Apocalipse estão intimamente ligadas as do livro de Daniel, pois os dois autores utilizaram linguagem bíblica apocalíptica, de cultura judaica, comum aos judeus da Antiguidade. Em Apocalipse fez-se uma junção dos "animais-feras" do livro de Daniel. 
O que São João descreveu foi claramente uma síntese de todas as feras descritas por São Daniel, ou seja, Roma aparece como uma espécie de mistura de todos os impérios descritos anteriormente. De fato, a civilização romana buscava ser uma síntese de todas as grandes civilizações anteriores. Os romanos orgulhavam-se de serem o mais grandioso império da história, até então. A última fera descrita por Daniel, a "fera medonha", se referia ao Império Macedônico (helenista, grego), comandado por "Alexandre, o Grande". São João utilizou da mesma simbologia, e é interessante saber que foi o Império Romano que sucedeu o Império Macedônio, e foi o império que herdou a religião pagã da civilização grega. São João fez então uma analogia perfeita.

Tem sido proposta para este livro uma divisão em 3 partes: 

1▫️ A Igreja encarnada (1-3) : as cartas das 7 igrejas.

2 ▫️ A Igreja engajada (4-20) : sua relação com Israel (4-11) e sua luta contra os poderes totalitários (12-20).

3 ▫️ A  Igreja transfigurada (21-22): a Igreja noiva de Deus com um final feliz. 

Há uma outra divisão possível em 7 grupos setenários: 

▫️Prólogo (1,1-8)

1 ▫️ Sete cartas (1,9 - 3, 32)
2 ▫️ Sete selos (4,1 - 7,17)
3 ▫️ Sete trombetas (8,1-11,11,14)
4 ▫️ Sete sinais (11,15 - 14,20)
5 ▫️ Sete taças de cólera (15, 1-16,16)
6 ▫️ Sete vozes do céu (19,6 - 22,5)
7 ▫️ Sete visões (19,6 - 22,5)

Mais alguns fatos:
O livro apresenta-se como uma carta, com endereço no início e saudação no final. O número 7 evoca plenitude. Deus entrega ao cordeiro o livro que contém o plano divino a ser executado.
No final, há a ressurreição dos mortos, o julgamento (20, 11 - 15) e o estabelecimento do Reino definitivo de Deus (21, 1 - 8).
12 é o número do povo eleito.
4, 6 - 11: os 4 seres vivos representam as perfeições da criação. 

Um pouco mais sobre o número 7 

Além da Roma Antiga, Jerusalém também era chamada de "cidade das 7 colinas", veja: 7colinas
Posteriormente, Constantinopla, atual Istambul (Turquia), também foi chamada de "cidade das 7 colinas", e até mesmo Meca, cidade mais importante para a religião islâmica, também é chamada assim. Diferentes povos do Mediterrâneo e regiões próximas davam importância especial ao número 7.

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A mentalidade judia afirmava que o número 7 significava a perfeição e o contato com Deus, e o que estava abaixo era imperfeito, de modo que, o número 6 era sinal de imperfeição, de erro. Temos, por exemplo, os 7 Sacramentos, os 7 dons do Espírito Santo, as 7 dores de Virgem Maria e de São José, etc.; o 7 é um número símbolo de perfeição. O número 6 repetido quer dizer “perfeição da maldade”, e o autor do Apocalipse identifica a besta com o 666, fala dessa como de vários personagens, ou de alguém que perseguia os cristãos dessa época.  Veja outra fonte .


                                   Babilônia
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 O nome de Babilônia foi aplicado a todo império que se opõe ao povo de Deus. 
20: o reino dos 1000 anos - a partir de Orígenes e Santo Agostinho, os "1000 anos" são entendidos em um sentido espiritual. É o período entre a ressurreição de Cristo e o fim do mundo.
20,2: desde a vinda de Cristo, Satanás está acorrentado, e os cristãos já podem gozar do Paraíso. 

                                 A prostituta

18.A mulher que viste é a grande cidade, aquela que reina sobre os reis da terra.
Ap. 17,18.
A prostituta se apresenta com as características da primeira besta do capítulo 13. Roma era conhecida como a cidade das 7 colinas, mas Jerusalém também possui 7 colinas. Jerusalém também foi chamada de "cidade prostituta" no Antigo Testamento. Então, temos aí uma relação de prostituição entre Roma e Jerusalém da época.
                      

                          fonte das duas imagens

A Jerusalém então era na época uma "cidade prostituta", pois estava corrompida por Roma, uma cidade também indecente, é claro.  

Então veio um dos sete Anjos que tinham as sete taças cheias dos sete últimos flagelos e disse-me: Vem, e mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro" Ap. 21:9

Um dos sete anjos mostra a prostituta em Ap. 17, e em Ap. 21, um dos setes anjos mostra a noiva. A noiva é a Nova Jerusalém. Se a noiva é a Nova Jerusalém, a prostituta é análoga a "Velha Jerusalém". trecho adaptado daqui

A veste da prostituta reflete as cores sacerdotais judias, escarlate, púrpura, e ouro (Êx. 28), indicando o estado sacerdotal dessa prostituta e com o templo misturado com ela: “A mulher estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro” (Ap. 17.4). O historiador Flávio Josefo descreve a tapeçaria do templo cuidadosamente como “tapeçaria babilônica na qual as cores azul, púrpura, escarlate e branco foram misturadas” (Wars 5.5.4).
Fonte: sobre Jerusalém .Há então, uma união Babilônia (simbolicamente)/Roma/Jerusalém.

Resumindo: a mulher (prostituta) está sentada em cima da Besta de 7 cabeças e 10 chifres. Se a Besta é Roma, então a prostituta que está corrompida por ela é Jerusalém.

A Besta do livro de Apocalipse e do livro de Danielfonte )

A besta que surge do mar: Ap. 13. A besta tem 10 chifres e surge do mar (13,1). Em Daniel 7, a última besta tinha também 10 chifres (Dn. 7,7). Não apenas a besta que João vê tem 10 chifres, como a quarta besta de Daniel, ela tem também um corpo como de leopardo (13,2a), como a terceira besta de Daniel (7,6); pés como de urso (13,2b), como a segunda besta de Daniel (7,5); e uma boca como um leão, como a primeira besta de Daniel (7,4). A besta que João vê, desta maneira, incorpora o simbolismo de todas as 4 bestas de Daniel.

Agora está claro que há uma profunda relação entre as visões de Daniel e João. Há também uma interessante explicação sobre a "besta que surge do mar" e a própria história e estrutura do Império Romano da época. 

É possível também conjecturar uma relação entre a descrição de Apocalipse sobre os 10 chifres da besta e a sucessão de governantes do próprio império.

 A besta que surge do mar é o Império Romano. No Apocalipse se diz que essa besta tem sete cabeças e dez chifres. Ora, de Júlio Cesar até o tempo em que São João escreveu o Apocalipse, houve dez imperadores romanos:
 
   ▪️1 - Júlio Cesar
   ▪️2 - Otávio Augusto
   ▪️3 - Tibério
   ▪️4 - Calígula
   ▪️5 - Cláudio
   ▪️6 - Nero
   ▪️7 - Galba
   ▪️8 - Ótão
   ▪️9 - Vitélio
   ▪️10 - Vespasiano

Aqui, o resumo da biografia do reinado de Nero, que foi soberano em Roma entre 54 e 68 D.C. biografia de Nero 
Vespasiano, que reinou entre 69 e 79 D.C, foi o imperador do ano em que houve a queda de Jerusalém, em 70 D.C. Lembre-se do que já citei aqui: Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou que não passaria aquela geração sem que se cumprissem as profecias da destruição de Jerusalém. biografia de Vespasiano

Desses dez imperadores, somente sete foram, de fato, considerados Imperadores, pois Galba, Otão e Vitélio, não foram colocados nos Anais do Império como soberanos pois que não realizaram certas condições para tal. Daí o Apocalipse falar de dez chifres e sete cabeças.
 A sexta cabeça, diz o Apocalipse, fez guerra aos santos e os matou. Ora, Nero, o sexto imperador, perseguiu os cristãos em Roma, e matou São Pedro e São Paulo. Está dito no Apocalipse que esse chifre foi ferido de morte e não morreu. Nero foi ferido mortalmente, quando de sua deposição do trono imperial, mas constava que não havia morrido. Durante muito tempo o povo esperava o retorno de Nero. outra fonte

Um acontecimento histórico posterior muito importante: o imperador Adriano (117 - 138 D.C) mandou aniquilar completamente Jerusalém no ano 136 D.C, depois da Revolta de Barcoquebas, que durou aproximadamente três anos e meio. Por volta de 580 mil judeus civis morreram. Uma quantidade gigantesca de mortes. 


Leia agora:
15.Foi-lhe dado, também, comunicar espírito à imagem da Fera, de modo que essa imagem se pusesse a falar e fizesse com que fosse morto todo aquele que não se prostrasse diante dela.

16.Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte,

17.e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Fera, ou o número do seu nome.

18.Eis aqui a sabedoria! Quem tiver inteligência, calcule o número da Fera, porque é número de um homem, e esse número é seiscentos e sessenta e seis.
Apocalipse 13,15-18

                             666
 O número da besta é 666, representação numérica na época do nome de César Nero, imperador de Roma na época. Veja só:  N(50)V(6)R(200)N(50) R(200)S(60)Q(100)=666.
Para não ser enganado, é preciso saber o que os números representavam para os antigos judeus. Por exemplo: os 144 mil eleitos (Apocalipse, cap. 14) é o povo cristão, que não aderiu ao culto imperial, permanecendo fiel a Cristo. 144.000 = 12 x 12 x 1000. O número 12 era símbolo da perfeição e é citado 187 vezes na Bíblia. O número 1000 representava a glória de Deus. Veja este texto: sobre o 666

Nero, a sexta cabeça da Besta e também sexto chifre. Os chifres simbolicamente representam governantes, reis. João passa uma percepção religiosa sobre a maldade e tirania do Império Romano. A Besta tem todos os poderes dos impérios antigos. 
Assista este pequeno vídeo: A Besta do livro de Apocalipse


                       O Dragão de 7 cabeças: 
                           (fonte da imagem)

Um exemplo de como é possível interpretar de forma equivocada o Apocalipse,de modo a adaptar profecias referentes ao primeiros século da Era Cristã aos tempos atuais: Turquia e Apocalipse . De modo algum estou afirmando que os criadores desta "hipótese turca" agiram de má fé, como fazem muitos "teólogos do medo", e também não estou afirmando que os adeptos desta visão apocalíptica sejam desonestos. Estou apenas dando um exemplo de como é possível criar diferentes teses acerca das profecias quando se enxerga tudo sem observar a própria história da época na qual o livro foi escrito, e sem considerar de modo assertivo as próprias profecias do Antigo Testamento. Por um bom tempo, considerei a "hipótese turca" como verdadeira, ou ao menos, a melhor delas, pois via as profecias sob um ponto de vista "futurista", que é equivocado.
 É possível que um dia surja na Turquia 🇹🇷 , ou em algum outro lugar, algum império semelhante em vários aspectos ao antigo Império Romano em termos de expansionismo e agressividade, e persiga os cristãos, judeus e outras minorias, e tenha em seu trono um "anticristo"? Sim, é claro, mas não devemos buscar interpretações próprias para a Bíblia, a história não se repetirá "ipsis literis".  

Mais uma vez: considere ler os estudos que estão nas versões que citei da Bíblia. Leia também o que coloquei aqui no blogue sobre a Teologia do Medo: Apocalipse e Teologia do Medo .
Muito obrigado pela sua atenção. Espero poder ser sempre útil. 🙏

Agora, tudo o que você mais precisa saber sobre o Juízo Final.

                           V. O Juízo final

1038. A ressurreição de todos os mortos, «justos e pecadores» (Act 24, 15), há-de preceder o Juízo final. Será «a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida, e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação» (Jo 5, 28-29). Então Cristo virá «na sua glória, com todos os seus anjos [...]. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. [...] Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna» (Mt 25, 31-33.46).

1039. É perante Cristo, que é a Verdade, que será definitivamente posta descoberto a verdade da relação de cada homem com Deus (636). O Juízo final revelará, até às suas últimas consequências, o que cada um tiver feito ou deixado de fazer de bem durante a sua vida terrena:

«Todo o mal que os maus fazem é registado - e eles não o sabem. No dia em que ""Deus virá e não se calará"" (Sl 50, 3) [...]. Então, Ele Se voltará para os da sua esquerda: ""Na terra, dir-lhes-á, Eu tinha posto para vós os meus pobrezinhos, Eu, Cabeça deles, estava no céu sentado à direita do Pai - mas na terra os meus membros tinham fome: o que vós tivésseis dado aos meus membros, teria chegado à Cabeça. Quando Eu coloquei os meus pobrezinhos na terra, constituí-os vossos portadores para trazerem as vossas boas obras ao meu tesouro. Vós nada depositastes nas mãos deles: por isso nada encontrais em Mim""» (637).

1040. O Juízo final terá lugar quando acontecer a vinda gloriosa de Cristo. Só o Pai sabe o dia e a hora, só Ele decide sobre a sua vinda. Pelo seu Filho Jesus Cristo. Ele pronunciará então a sua palavra definitiva sobre toda a história. Nós ficaremos a saber o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais a sua providência tudo terá conduzido para o seu fim último. O Juízo final revelará como a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas pelas suas criaturas e como o seu amor é mais forte do que a morte (638).

1041. A mensagem do Juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens «o tempo favorável, o tempo da salvação» (2 Cor 6, 2). Ela inspira o santo temor de Deus, empenha na justiça do Reino de Deus e anuncia a «feliz esperança» (Tt 2, 13) do regresso do Senhor, que virá «para ser glorificado nos seus santos, e admirado em todos os que tiverem acreditado» (2 Ts 1, 10).

VI. A esperança dos novos céus e da nova terra
1042. No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo final, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado:

Então a Igreja alcançará «na glória celeste, a sua realização acabada, quando vier o tempo da restauração de todas as coisas e, quando, juntamente com o género humano, também o universo inteiro, que ao homem está intimamente ligado e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente restaurado em Cristo» (639).

1043. A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os novos céus e a nova terra» (2 Pe 3, 13) (640). Será a realização definitiva do desígnio divino de «reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há nos céus e na terra» (Ef 1, 10).

1044. Neste «mundo novo» (641), a Jerusalém celeste, Deus terá a sua morada entre os homens. «Há-de enxugar-lhes dos olhos todas as lágrimas; a morte deixará de existir, e não mais haverá luto, nem clamor, nem fadiga. Porque o que havia anteriormente desapareceu» (Ap 21, 4) (642).

1045. Para o homem, esta consumação será a realização final da unidade do género humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrina era «como que o sacramento» (643). Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos resgatados, a «Cidade santa de Deus» (Ap 21, 2), a «Esposa do Cordeiro» (Ap 21, 9). Esta não mais será atingida pelo pecado, pelas manchas (644), pelo amor próprio, que destroem e ferem a comunidade terrena dos homens. A visão beatífica, em que Deus Se manifestará aos eleitos de modo inesgotável, será a fonte inexaurível da felicidade, da paz e da mútua comunhão.

1046. Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino entre o mundo material e o homem:

Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus [...] com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza [...]. Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo» (Rm 8, 19-23).

1047. Assim, pois, também o universo visível está destinado a ser transformado, «a fim de que o próprio mundo, restaurado no seu estado primitivo, esteja sem mais nenhum obstáculo ao serviço dos justos» (645), participando na sua glorificação em Jesus Cristo ressuscitado.

1048. «Ignoramos o tempo em que a terra e a humanidade atingirão a sua plenitude, e também não sabemos como é que o universo será transformado. Porque a figura deste mundo, deformada pelo pecado, passa certamente, mas Deus ensina-nos que se prepara uma nova habitação e uma nova terra, na qual reinará a justiça e cuja felicidade satisfará e superará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens» (646).

1049. «A expectativa da nova terra não deve, porém, enfraquecer, mas antes activar a solicitude em ordem a desenvolver esta terra onde cresce o corpo da nova família humana, que já consegue apresentar uma certa prefiguração do mundo futuro. Por conseguinte, embora o progresso terreno se deva cuidadosamente distinguir do crescimento do Reino de Cristo, todavia, na medida em que pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, interessa muito ao Reino de Deus» (647).

1050. «Pois todos os bens da dignidade humana, da comunhão fraterna e da liberdade, ou seja, todos os frutos excelentes da natureza e do nosso esforço, depois de os termos propagado pela terra, no Espírito do Senhor e segundo o seu mandato, voltaremos de novo a encontrá-los, mas então purificados de qualquer mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o Reino eterno e universal» (648). Então, Deus será «tudo em todos» (1 Cor 15, 28), na vida eterna:

«A vida subsistente e verdadeira é o Pai que, pelo Filho e no Espírito Santo, derrama sobre todos sem excepção os dons celestes. Graças à sua misericórdia, também nós, homens, recebemos a promessa indefectível da vida eterna» (649).

Resumindo:

1051. Ao morrer: cada homem recebe, na sua alma imortal, a sua retribuição eterna, num juízo particular feito por Cristo, Juiz dos vivos e dos mortos.

1052. «Nós cremos que as almas de todos os que morrem na graça de Cristo [...] constituem o povo de Deus no além da morte, a qual será definitivamente destinada no dia da ressurreição, quando estas almas forem reunidas aos seus corpos» (650).

1053. «Nós cremos que a multidão dessas almas que estão congregadas à volta de Jesus e de Maria, no paraíso, formam a Igreja celeste onde, na eterna bem-aventurança, vêem Deus como Ele é onde também, certamente em graus e modos diversos, estão associadas aos santos anjos no governo divino exercido por Cristo glorioso, intercedendo por nós e ajudando a nossa fraqueza com a sua solicitude fraterna» (651).

1054. Os que morrem na graça e amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria de Deus.

1055. Em virtude da «comunhão dos santos», a Igreja encomenda os defuntos à misericórdia de Deus e oferece em seu favor sufrágios, em particular o santo Sacrifício eucarístico.

1056. Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja adverte os fiéis da «triste e lamentável realidade da morte eterna» (652), também chamada «Inferno».

1057. A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o único em Quem o homem pode encontrar a vida e a felicidade para que foi criado e às quais aspira.

1058. A Igreja ora para que ninguém se perca: «Senhor [...], não permitais que eu me separe de Vós» (653). Sendo verdade que ninguém se pode salvar a si mesmo, também é verdade que «Deus quer que todos se salvem» (1 Tm 2, 4) e que a Ele «tudo é possível» (Mt 19, 26).

1059. «A santa Igreja Romana crê e firmemente confessa que, no dia do Juízo, todos os homens hão-de comparecer com o seu próprio corpo perante o tribunal de Cristo, para prestar contas dos seus próprios actos» (654).

1060. No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Então, os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma; o próprio universo material será transformado. Deus será, então, «tudo em todos» (1 Cor 15, 28), na vida eterna.

1061. O Credo, tal como o último livro da Sagrada Escritura (655) termina com a palavra hebraica Ámen, palavra que se encontra com frequência no final das orações do Novo Testamento. Do mesmo modo, a Igreja termina com um «Ámen» as suas orações.

1062. Em hebraico, Ámen está ligado à mesma raiz que a palavra «crer», raiz que exprime solidez, confiança, fidelidade. Assim se compreende porque é que o «Ámen» se pode dizer tanto da fidelidade de Deus para connosco como da nossa confiança n'Ele.

1063. No profeta Isaías encontramos a expressão «Deus de verdade», literalmente «Deus do Ámen», quer dizer, o Deus fiel às suas promessas: «Todo aquele que desejar ser abençoado sobre a terra deve desejar sê-lo pelo Deus fiel (do Ámen)» (Is 65, 16). Nosso Senhor emprega frequentemente a palavra «Ámen» (656), por vezes sob forma redobrada » (657), para sublinhar a confiança que deve inspirar a sua doutrina, a sua autoridade fundada na verdade de Deus.

1064. O «Ámen» final do Credo retoma e confirma, portanto, a palavra com que começa: «Creio». Crer é dizer «Ámen» às palavras, às promessas, aos mandamentos de Deus; é fiar-se totalmente n'Aquele que é o «Ámen» de infinito amor e perfeita fidelidade. A vida cristã de cada dia será, então, o «Ámen» ao «Creio» da profissão de fé do nosso Baptismo:

«Que o teu Símbolo seja para ti como um espelho. Revê-te nele, para ver se crês tudo quanto dizes crer. E alegra-te todos os dias na tua fé» (658).

1065. O próprio Jesus Cristo é o «Ámen» (Ap 3, 14). É o Ámen definitivo do amor do Pai para connosco: assume e leva a bom termo o nosso «Ámen» ao Pai: «É que todas as promessas de Deus encontram n'Ele um «sim»! Desse modo, por seu intermédio, nós dizemos «Ámen» a Deus, a fim de lhe darmos glória» (2 Cor 1, 20):

«Por Cristo, com Cristo, em Cristo,
a Vós, Deus Pai todo-poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda a honra e toda a glória
agora e para sempre.
ÁMEN» (659).  

Copiado deste aplicativo com o Catecismo: Catecismo
Fonte original: Catecismo da Igreja Católica, Edição Típica Vaticana













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